notes 35 notas

Notes

Reflexões curtas, conexões entre ideias, reações. As mais recentes (35) vêm de áudios e textos que mando pro meu bot de Telegram desde abril de 2026. As outras (0) são tweets antigos selecionados manualmente, de 2009 a 2026.

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Profissional em T (T-Shaped Developer)

Eu acho interessante ver que essa expressão do T-Shaped Developer, que vem do profissional em T, e que eu viciei bastante nos últimos seis anos, tem aparecido com força nas Big Techs. O CTO da AWS, diretor de Cloud do Google, o Martin Fowler fala sobre isso, ele já falava há bastante tempo. Isso tem ficado escancarado, à medida que o profissional de tecnologia acaba ganhando outras tarefas. Ele sai um pouco da toca, de ser um cara encapuzado de fone de ouvido, e ele começa a aparecer nas reuniões da empresa, nas reuniões do cliente, e começa a precisar entender de requisitos, de como funciona a cabeça até do usuário final. Eu lembro antigamente quando eu comecei, isso era muito diferente, você ficava literalmente no terminal, na tela preta, brincando com aquilo que você gosta, que é tentar encontrar ordem no caos. Verificar todas as hipóteses, corner cases, quais os casos mais complicados de tratamento de fluxo de trabalho, e assim por diante. Essa história de profissional em T aparece em qualquer área. A gente já viu uma hiperspecialização das profissões, mas com o tempo isso foi se mostrando limitante. Tem aquela frase que especialização é para insetos, e eu até fui verificar. Biologicamente correto, porque até geneticamente eles são diferentes, e os órgãos são desenvolvidos de forma peculiar. O cérebro de uma formiga operária é diferente da soldada. Tem um pouco a ver com alimentação, eu li. Mas para os seres humanos, como o Kruel me disse, tem as mãos. As mãos são muito generalistas para fazer as mais diferentes tarefas que a gente possa imaginar. É interessante ver que a gente evoluiu para algo muito diferente.
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Buscar o Improvável e Fácil vs. o Provável e Difícil

"Organismos primitivos como bactérias escondidas no subsolo podem ser mais prováveis, mas peixes congelados em órbita são mais detetáveis." O Freeman Dyson sempre me chamando atenção. Fiquei com isso na cabeça. A gente manda super sondas para Titan e Europa, para tentar encontrar o Provável + Difícil: vida microbiana ou bioassinaturas. Mas a gente poderia tentar o Improvável + Fácil: vida grande. É bem mais fácil uma abordagem de buscar seres vivos grandes, mesmo soando infantil. Mas o que mais me chama atenção é que na nossa vida, em negócios, em empresas, em tecnologia... temos as mesmas questões. Às vezes a solução está na nossa cara, mas insistimos em usar mecanismos incríveis e sofisticados (Data driven?) para investigar um problema. Mas talvez a solução até mesmo uma criança daria como exemplo. A famosa piada científica do barômetro para medir tamanho de um prédio: https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/jokes/barometro.html
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Ferramentas de Produtividade Pessoal

Eu já tenho mais de 17 mil tarefas no Google Tasks que eu já marquei como concluída. Eu uso há anos como ferramenta de to-do. Eu estava conversando com meu pai, que foi grande usuário do Evernote. Hoje em dia ele usa o Excel para tomar notas, para tasks, em vez do calendário, porque o calendário dele ficou muito poluído. É curioso ver como essas ferramentas de produtividade acabam sendo a melhor a que você sabe usar melhor, e que muda muito esses mecanismos. Eu estou, inclusive, fazendo essa reflexão junto com meu pai, porque cada pessoa usa uma, e na era da inteligência artificial, está mais complicado em vez de mais fácil.
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Paradoxo de Jevons

Nessas dúvidas se a inteligência artificial vai gerar mais ou menos empregos, eu vi que aquele Andrew, o fundador do Coursera, professor de Stanford, tá batendo na tecla de que vai ter mais vagas e não menos. Isso lembra esse paradoxo de Jevons, que diz que à medida que a gente tem uma tecnologia que aumenta a eficácia da qual um recurso é utilizado, o consumo desse recurso pode aumentar em vez de diminuir. É a computação, é os sites, é pessoas de programação, equipes de tecnologia. Então é interessante que a gente fica mais produtivo e parece que vai precisar menos da gente, mas precisa demais. Um paradoxo, inclusive. Acho que faz muito sentido.
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Pensamento Computacional na Era da IA

Interessante ver o Andrew Ng, cofundador do Coursera, falando dois pontos que eu também sinto estar acontecendo: 1. A necessidade de saber programar, de ter pensamento computacional, está se tornando MAIS relevante, e não menos relevante. 2. O mercado de trabalho pode aumentar a demanda de mão de obra de tecnologia, em vez de diminuir. Ele fez um artigo interessante aqui: https://x.com/AndrewYNg/status/2054236506756370865
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Código dinâmico streamable e ambiente misto

Gostei demais dessa imagem do blog do Martin Fowler. IA não é apenas um novo layer de abstração em cima de linguagens e frameworks: ela está paralela. E o jogo vai ficar ainda mais confuso quando um chamar o outro e o mecanismo de software ficar "streamable". Onde o código estático gera prompts que geram código estático e alteram o próprio estático que gerou prompt. Com o ambiente de execução misturado com o ambiente de codificação numa meleca Alan Kay brutal.
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Responsabilidade Intelectual

Naval Ravikant tem uma frase sobre livros bem dura: "People who ask for book recommendations aren't serious about reading". E eu concordo em boa parte: muitas vezes você sabe qual livro deve ler, pois ele já apareceu para você inúmeras vezes, em uma outra leitura, em uma citação, em uma necessidade. O mesmo aparece sobre o que você precisa estudar, melhorar e até mudar na sua própria vida. O mecanismo de você ter responsabilidade pelas suas decisões. Isso não quer dizer que a gente não pode "pedir conselho", mas investigar, buscar, sentir e se organizar é sempre importante. Não é um manifesto de autodidatismo, é saber que esperar pelas soluções da sua vida intelectual não funciona tão bem. De alguma forma eu lembrei dessa frase por uma citação do Italo Calvino: "Os clássicos são livros dos quais geralmente se ouve dizer: 'Estou relendo...' e nunca 'Estou lendo...'".
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Código Dinâmico via LLM Streaming

Os próximos passos do VibeCoding que alguns dos pensadores apostam é esse mecanismo de não só o código estático ser gerado, mas até mesmo prompts serem gerados. E dessa forma, o código vai ser meio que por streaming. Quando você executa um software, ele é criado pela LLM em parts, de forma estática, mas esse próprio código estático pode chamar a LLM e ter mecanismos não determinísticos. E isso em um mecanismo de inception recursivo, onde a LLM gera código estático, que gera novos prompts, que gera novos códigos estáticos, que podem inclusive mexer no código original 2, 3 níveis em cima. O que torna o mecanismo completamente não determinístico, difícil de acompanhar e saber o que está sendo executado naquela hora. A replicabilidade fica ausente e a confiança no sistema, não sei exatamente como pode ser feito, não vai bastar testes, porque mesmo os testes serão adaptados e readaptados a qualquer instante. E com o mecanismo de um código que é meio sem forma, uma gosma esquisita, onde há código estático com prompts, um alimentando o outro de alguma forma harmônica, se é que isso é possível.
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Violência repentina na literatura clássica

Billy Budd, Padre Sérgio, Homens Ratos. Três livros curtos de autores clássicos que me chocaram com um repentino movimento violento, mas que ao mesmo tempo não cria tanto espanto. No mecanismo "nada que é humano me é estranho".
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Ciência e religião como janelas complementares

# Dyson sobre religião e ciência O astrofísico Freeman Dyson foi criado no que ele descreveu como um "cristianismo aguado da Igreja da Inglaterra". Ele era cristão não-denominacional e frequentava várias igrejas, de Presbiteriana a Católica Romana. Sobre questões doutrinárias ou cristológicas, ele disse: "Não sou nem santo nem teólogo. Para mim, boas obras são mais importantes que teologia." --- "Ciência e religião são duas janelas pelas quais as pessoas olham, tentando entender o grande universo lá fora, tentando entender por que estamos aqui. As duas janelas dão visões diferentes, mas olham para o mesmo universo. Ambas as visões são unilaterais, e nenhuma é completa. Ambas deixam de fora características essenciais do mundo real. E ambas são dignas de respeito. O problema surge quando ciência ou religião reivindicam jurisdição universal — quando dogma religioso ou científico se declara infalível. Criacionistas religiosos e materialistas científicos são igualmente dogmáticos e insensíveis. Pela sua arrogância, trazem tanto a ciência quanto a religião ao descrédito. A mídia exagera seus números e importância. A mídia raramente menciona o fato de que a grande maioria das pessoas religiosas pertence a denominações moderadas que tratam a ciência com respeito, ou o fato de que a grande maioria dos cientistas trata a religião com respeito, desde que a religião não reivindique jurisdição sobre questões científicas." --- Dyson discordava parcialmente da observação de seu colega físico Steven Weinberg de que "Com ou sem religião, pessoas boas podem se comportar bem e pessoas más podem fazer o mal; mas para pessoas boas fazerem o mal — isso requer religião." "A declaração de Weinberg é verdadeira até certo ponto, mas não é toda a verdade. Para torná-la a verdade completa, devemos adicionar uma cláusula: 'E para pessoas más fazerem coisas boas — isso também requer religião.' O ponto principal do cristianismo é que é uma religião para pecadores. Jesus deixou isso muito claro. Quando os fariseus perguntaram aos seus discípulos: 'Por que vosso Mestre come com publicanos e pecadores?', ele disse: 'Vim chamar não os justos, mas os pecadores ao arrependimento.' Apenas uma pequena fração de pecadores se arrepende e faz coisas boas, mas apenas uma pequena fração de pessoas boas é levada por sua religião a fazer coisas ruins."
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A história existe na mente do leitor

Tem um escritor, Bruno Tavares, que tem uma newsletter bem boa e relativamente fácil de acompanhar. Anotei esse trecho que cita um outro escritor: gosto da definição simples e essencial do mestre Damon Knight, em seu clássico Creating Short Fiction (St. Martin's Press, 1997): "As palavras impressas no papel são apenas as instruções usadas por cada leitor para criar a história. A história propriamente dita só existe na mente do leitor." (p. 145, trad. BT)
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Ensinar IA agêntica e o problema do não-determinismo

Estou tentando ensinar um pouco de Claude Code, de OpenClaw para Cecília e eu sinto essa dificuldade, porque tudo tem múltiplas respostas. Qualquer exercício que eu posso passar para alguém aprender, essas tecnologias super abertas, agênticas, tem essa dificuldade de que como que eu vou verificar se a resposta está certa. Diferente de você ensinar uma linguagem de programação, que tem como você dar um input e verificar se o output está correto, assim como acontece na Maratona de Programação, na Olimpíada Brasileira de Informática — no mecanismo agêntico não-determinístico com LLM, fica muito mais complexo. Então, qual que é o exercício que eu devo dar e esperar o que de saída? Ah, organize seus documentos para que ele faça o OCR, indexe em arquivos Markdown — pode ser. Mas primeiro, tem muito tecnicês aí, que uma pessoa leiga em tecnologia não vai entender. Mas se você também não fala nada desses termos, as pessoas vão continuar sem saber fatos relevantes sobre tecnologia que vão ser importantes para a implementação de inteligência artificial. Então fica a questão, que continua aberta: como ensinar entre aspas inteligência artificial fechar aspas de uma maneira mais fechada, sem ser só esse mecanismo de "brinca um pouco aí e vê o que acontece". Eu considero que os fundamentos de tecnologia debaixo dos panos, do que está acontecendo, serão fundamentais para qualquer pessoa que queira ter um mínimo de domínio e relevância na tecnologia.
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Plataformização e a erosão da recomendação pessoal

Eu às vezes vejo a Cecília comprando comida no iFood, buscando pelo item, não o restaurante. Então você vai lá e digita Cheese Bacon, ou você digita Kafta Árabe, e vê o que sai, vê quantas estrelas tem o local e pede, sem saber qual é o restaurante, sem ter ido lá, sem conhecer o tipo de comida que eles fazem, sem ter uma recomendação pessoal. Eu vejo isso como uma mudança de geração, que a plataformização, esse mecanismo de criar os grandes mercados B2B, acabam gerando esse descompasso. As pessoas perdem aquela capacidade analógica, pessoal, de pedir uma recomendação, saber onde foi. Mesma coisa para médicos: elas vão no Instagram procurar um médico, ou diretamente no Google, em vez de saber se alguém que já foi lá conhece um bom médico, ou vai numa plataforma que tenta fazer essa recomendação de uma forma mais asséptica. Isso vai causando um Race to the Bottom de alguma forma. Eu vi essa notícia recente de uma das plataformas da China que ofereciam bolos para venda, e redirecionavam a venda internamente em subplataformas, procurando o bolo mais barato. Fazia todo mundo, forçava os preços para baixo, e obviamente a qualidade caía em situações limítrofes.
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Ilusão de velocidade no VibeCoding

Tentando relacionar o VibeCoding com a programação antiga, que cai até nos livros do Fred Brooks. No Mythical Man Month, ele fala que se você não sabe o que você quer construir, não dá para escrever código. A parte mais difícil é saber o que você precisa construir. O escopo, o contexto, as definições, as limitações. O VibeCoding acelera a parte da codificação, mas aí a gente lembra que você não é pago para escrever código. E a partir desse momento você percebe que por mais que acelere as linhas que você comita, produz, os pull requests, os momentos de pausa aparecem porque não está bem definido o que o cliente precisa, o que você precisa, o que você quer. Tem essa ilusão. Acabou de sair uma notícia que o CTO do Uber disse que antes de chegar na metade do ano, já acabaram o budget do uso de tokens para criar código. E veja só, eu imagino que o Uber não entregou nenhum software revolucionário nesse meio tempo para justificar esse gasto de dinheiro altíssimo que eles tiveram agora. Eu acho interessante essa reflexão de que é uma forma que ajuda muito a codificação. Assim como os frameworks full stack, os scaffolds, os frameworks web de single page applications ajudam muito, mas eles não liberam a gente de ter que parar para pensar e entender. Eles possibilitam a construção de softwares mais incríveis, mas a velocidade em si geral, considerando os gargalos, pelo menos por enquanto, ainda não mudou.
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Storytelling como Ferramenta de Liderança

Eu estou indo agora dar a minha segunda palestra usando o Stellar Deck. Tô dentro da universidade pra conversar com 200 pessoas que criam software e tecnologia. Profissionais experientes. E além de falar sobre esse momento do universo da programação e da automação, o que eu quero é incentivar as pessoas a liderarem e mobilizarem grupos através de histórias. Eu cresci ouvindo histórias do meu pai, onde ele tinha um mecanismo interessante pra contar clássicos, contos de fada e até mesmo cultura popular do Brasil. Ele fazia questão de modificar um pouco a história. E pra isso ele lia de antemão. A noite quando a gente ia dormir, ele já tinha na cabeça uma outra versão. Era uma recontagem da história. Isso forçava com que ele já tivesse novas possibilidades em mente. A apresentação da história, a recontagem da história, ganhava outros contornos. Em especial, ele sempre colocava eu e meus irmãos dentro da própria aventura. De uma maneira surpreendente e inesperada. E nesse mundo de soft skills, onde a gente é pressionado por ter capacidades de comunicação, de organização, de coordenação e, claro, de liderança, o storytelling é um ponto importante. Fazer a audiência, fazer quem está usando o software, fazer quem está lendo esse artigo se sentir mais próximo de mim é fundamental. Meu objetivo ao criar o Stellar Deck não é só utilizar o Vibecode para costurar um software pessoal e disponível para mim. Ele é também um artefato que conecta o meu estilo de contação de histórias. E eu acredito que ele também possa possibilitar os seus mecanismos e vai alinhar bem o que você precisa contar. Você precisa pensar a ordem, como a história evolui, quais são os tons altos e baixos, como o fluxo vai e vem. O Auto Flow e o Stellar Deck fazem o resto. Basta bater o olho no Markdown que você consegue entender o que precisa ser movido para cima, para baixo, o que precisa ser adaptado, que texto precisa mudar. Se os slides vão ficar super bonitos ou não, muito bem ajustados, eu não sei te dizer. Mas o que eu quero é que você possa apresentar sua ideia e organizar essa história. Eu vou ficar muito contente se você me marcar no Twitter com uma foto de você palestrando, de você apresentando, ou melhor, de você contando a sua história, de você contando uma história. Obrigado.
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Especialização Técnica Antes de Empreender

Um jovem de 16 anos veio me perguntar como falar em público. Ele é tímido e está claramente querendo "empreender". Confesso que não gosto de conversar desse assunto com quem ainda não teve uma experiência profissional minimamente relevante. Soa vendedor de sonhos. 1º leia o Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. O nome é ruim, pois a ideia não é influenciar, é fazer amigos, é se conectar. Essa é a base para você poder falar em público e trocar atenção com as pessoas. Há outros livros e abordagens. O que importa é verdadeiramente criar a conexão e dar importância real aos seus interlocutores. Você pode sempre aprender com os outros, independente do que conhecem e o quanto conhecem. 2º reconheço sua vontade de querer rapidamente criar algo e mudar as coisas. Acho essa uma vontade boa, mas ela precisa ser canalizada. Para construir algo grande e significativo há a necessidade de tempo e dedicação. Isso demora. Rarissimamente é rápido (são poucos casos, e há o fator sorte). Tente se dedicar para aquilo que você verdadeiramente gosta e tem interesse. Isso vai te ajudar a se conectar com as pessoas. Ganhe uma especialização técnica, estude algo com profundidade e real interesse.
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Negação da Codificação Agêntica

Hoje vi um dev sênior falando sobre o estado de negação que alguns devs estão em relação à codificação agêntica: como os taxistas estavam quando chegou o Uber. A analogia é boa, mas a gente sabe também que isso trouxe muitos problemas para o mercado e centralização de poder, além de mecanismos de monopólio.
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Software Pessoal e Efêmero

O software pessoal, o software efêmero, o disposable software fica mais evidente. Já faz uma década que a aceleração do desenvolvimento vem acontecendo e a gente não mais reescreve sistemas, troca plataformas. Uma analogia que aparece para isso é como o YouTube trouxe creators e trouxe conteúdo tanto efêmero, que perde valor rapidamente (fofocas, notícias, atualidades, modinhas), quanto alguns vídeos que se tornam emblemáticos e as pessoas voltam para repetir a sua visualização, o seu entendimento.
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Digital Garden vs Blog

Continuo tentando entender o que quero construir. Acho que é algo parecido com um digital garden, que não é bem um blog, que eu possa organizar minhas anotações. Mas talvez um garden de essays infinitos pode ficar com muita ponta solta. Terminar um texto é sim importante. Talvez haja outras maneiras de datar sem datar tanto, não sei. https://notes.andymatuschak.org/zCMhncA1iSE74MKKYQS5PBZ To gostando de pensar que preciso escrever bastante e exercitar. https://vivqu.com/blog/2026/02/22/writing-as-fitness-exercise/ E agora to lotado de textos para ler de digital garden, mesmo que não seja isso que eu queira fazer: https://maggieappleton.com/garden-history https://hapgood.us/2015/10/17/the-garden-and-the-stream-a-technopastoral/
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User-Generated Content em Jogos Online

Pensando sobre comunidades, a internet descentralizada, jardins murados. O primeiro contato com fórum não foi nem na programação, porque naquela época a maior parte acontecia em listas de e-mail, que cada um se estufa num pequeno servidorzinho e tocava lá. Obviamente tinha as oficiais de MySQL e de outros, que inclusive eu lembro de umas abobrinhas que eu escrevia, perguntando o que era localhost. Mas enfim, o que eu quero dizer é que meu primeiro contato com esse mecanismo de creator, esse mecanismo de user generated content, foi através dos fóruns de jogos online. Mais especificamente com Age of Empires. Por mais que eu tenha começado antes no Warcraft, no Doom, no Duke Nukem, ali era mais BBS e mesmo assim era internet e não tinha tanto esse mecanismo de você criar seu conteúdo junto com outra pessoa. É interessante pensar que o Rouge vem forte, obviamente, depois de sentir o Java Rant e outros fóruns, mas bebe nessa fonte dos videogames, das comunidades online. Verdadeiramente era um ambiente muito interessante. Curioso isso de tudo ter ficado tão hostil com a velocidade, e mais ainda depois da pandemia, durante a pandemia.
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Contos de fadas e o trauma adulto

Lembrei de alguns livros que li para as minhas filhas e me marcaram. Acho que os Irmãos Grimm no original — elas precisam ter alguma idade. As Aventuras de Pedro Malazarte, os capitulados como Píppi Meialonga e o Pequeno Nicolau. Tem um que chama O Livro Sem Figuras, e tem o Grúfalo e esses mais da moda, um pouco americanizados. Acho que essa é uma palavra correta: ocidentalizados, porque imagino que seja europeu, mais modernos, mas que as crianças quando eram menorzinhas gostavam que ficasse se repetindo. Eu acredito que os capitulados, que têm uma personagem central forte e que se repete, que não depende um do outro, têm aquela fácil compreensão e aquele mecanismo meio Chaves: você está esperando o próximo sem necessariamente ter entendido ou absorvido tudo do outro. Eu gosto da recontação dos clássicos. Tem uma série que a Tatiana Belinky reescreveu, e que tem inclusive aquele conto do Anão Amarelo — que é o primeiro que a escritora usa o termo "conto de fadas", acredito que seja lá em torno de 1600. Inclusive o meu sobrinho Francisco ficou fascinado. E é interessante que esses contos de fadas, especialmente os antigos, mesmo adaptados para a nova geração, causam uma aflição em nós adultos. Terapeutas e jornalistas especializados e críticos de literatura já dizem que eles doem mais na gente do que na criança. Isso pega em algum lugar que a gente nem estava preparado, que ficou alguma coisa assustadora. Bem, eu fico pensando em tentar deixar essa relação longa, mas eu vou passar na bibliotecasinha delas, que não é pequena. Hoje, nessa abundância que temos de informação — e óbvio, quem tem situação privilegiada, mais ainda — tem acesso a muita literatura. Então eu queria escolher alguns para deixar registrado como meu pensamento e como eu acho interessante algumas coisas que a gente traz para elas.
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Grafo de Conhecimento Pessoal

Coloquei no meu grafo tweets antigos que considerei relevantes como reflexão e atemporais. Coloquei meus posts do blog de quando eu gostava de escrever e lia literatura clássica e filosofia, antes dos anos 2010. Coloquei também meus posts do LinkedIn e do Facebook que considero relevantes para mim, os de Instagram que envolvem café e chocolate na sua maioria, e os do LinkedIn que envolvem educação e um pouco de empreendedorismo. E tô colocando de sinais essas notas que eu gravo no Telegram e a bot processa. E além disso, tem os posts que eu fiz através de signals e notes que criei escrevendo, trabalhando com draft, amarrando essas notas para que ficassem publicáveis e raciocinando.
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PKM para Curadoria de Newsletter

Eu tô vendo que o uso do Personal Knowledge Management pode se ampliar. Todo o mecanismo de site de conteúdo, onde a gente captura muita notícia, fatos relevantes, é interessante a gente poder reorganizar todas essas informações de uma maneira que seja mais visual e haja interconexão entre elas. Assim fica mais fácil da gente navegar, da gente descobrir pensamentos. Então, eu tô tentando aplicar tudo o que eu fiz aqui no site paulocombr, que tem uma utilidade só pessoal e olhe lá, em algo um pouquinho mais relevante: uma newsletter pro público com quem eu trabalho. E dessa forma eu consigo ir aplicando em ambientes maiores e ter a segurança de que algo funciona e é útil.
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Bom Ancestral

Pensando ainda no bom ancestral e no filósofo australiano do School of Life, às vezes me pego pensando o que as próximas gerações vão criticar na gente. Minhas filhas, netos... Tem alguns pontos que acho bastante óbvios. O primeiro: vai aparecer a frase "meus avós usavam redes sociais desde os 15 anos, sem tempo para descanso, a qualquer horário, em qualquer lugar", assim como aparece "fumava muito cigarro, inclusive quando jovem", ou bebida alcoólica e outras drogas, sem nenhum tipo de defesa ou proteção. Talvez algum desses usos de doomscroll e feeds de algoritmos sejam considerados nocivos em qualquer grau, assim como a nicotina é hoje. Outros pontos mais genéricos não relacionados à tecnologia: o lixo, sustentabilidade do lixo reciclável. De alguma forma vai se tornar tão comum todo mundo ser responsável pelo próprio lixo, que vai ser uma questão o que a gente faz hoje no tratamento, mesmo dos recicláveis. Outro ponto talvez seja o consumo de carne, especialmente carne vermelha, mas esse eu não tenho conhecimento, é mais pelo barulho que eu ouço. E por último, o mecanismo de herança, que já é questionado, tem toda essa questão de imposto. É óbvio que as soluções não são fáceis nem triviais, mas algo vai acabar mudando e a gente vai ser julgado da maneira que a gente faz hoje. São evoluções de ética e moral difíceis de prever e que acredito que na maioria absoluta dos casos a gente avança — se é que a gente pode usar esse termo, dado que uma direção nunca é tão clara. O avanço tecnológico, por exemplo, não quer dizer que a gente está melhorando como sociedade vive.
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Conversas com Filhos como Matéria-Prima para Escrita

Reflexões: crianças e pensamentos têm esse lugar comum que a gente costuma falar — quando a gente se torna pai e temos crianças não só para cuidar mas para acompanhar seus desenvolvimentos, a gente aprende muito e também a gente se reconhece nelas. Porque as crianças estão passando por momentos que a gente já esqueceu que também passou. É curioso quando eu converso com as minhas filhas, isso fica ainda mais claro. Elas me fazem refletir bastante e, de alguma forma, eu quero anotar esses pensamentos ou coordená-los para depois organizar minha própria cabeça. Alguns desses pensamentos acabam se tornando importantes para mim. Agora que eu voltei a escrever mais, faz bastante sentido. Melhor ainda agora que eu tenho esse sistema de personal knowledge management, esse mecanismo de second brain — fica um pouquinho mais fácil de eu poder pegar esses momentos que eu tenho com as minhas crianças para trazer essas reflexões aqui. É mais do que isso: eu gravo podcast com as minhas filhas há anos já. Não é bem podcast, eu gravo algumas conversas interessantes que eu tenho com elas, algumas contações de história que eu tenho à noite, e mesmo o percorrer do caminho indo até a escola, quando elas têm aqueles momentos de perguntas e de porquês que de novo refletem a minha infância. É interessante fazer esse post aqui utilizando o mecanismo de anotações do second brain e inteligência artificial na frente da minha filha mais velha, que um dia provavelmente ela vai encontrar essa anotação e achar interessante. Quem sabe ela pode até criar um poema no futuro baseado nessa experiência no mínimo inusitada. Quando a gente se torna pai, a gente tem essas pressões em relação a como fazer a educação e criação das crianças. O que que é bom, o que que não é, onde focar, se estamos falhando. Com a pressão de performance, a gente fica com a impressão de que não estamos sendo suficientemente bons, ou nem bons, para parafrasear o Winnicott. Atualmente, eu tenho tentado colocar na minha cabeça o que eu considero que tem sido muito bom para as crianças. Entre elas, eu vou citar: ler história toda noite. Óbvio que cada pessoa vai encontrar o seu, mas para mim é muito interessante porque eu me considero um pouco storyteller, podcaster, comunicador. Esse é um recurso muito bom para as pessoas — saber mobilizar as pessoas através do storytelling, e também para a imaginação das crianças, aumentar o mecanismo de leitura, ler junto, ler os clássicos. Eu quero, inclusive, fazer um post sobre os principais livros infantis que eu leio com as minhas filhas, ou eu li, e que marcou muito a elas. Na verdade, que marcou muito a mim. O segundo é ter anotações, um mecanismo de diário que, na verdade, eu faço basicamente via um sisteminha de podcast. Eu tenho um gravadorzinho que, normalmente, quando eu as coloco para dormir, é quando eu uso, ou quando eu acompanho elas para a escola. Mas tem outras diversas situações — faço também com algumas pessoas da família — onde eu gravo um jantar, uma contação de história, o caminho até a escola. Às vezes as próprias meninas conversando, às vezes eu contando a história e elas colocando as perguntas. Eu acho bastante interessante, isso já tem quase três anos. É óbvio que agora, no mundo das LLMs, isso vai se tornar material minimamente curioso. Óbvio, sem contar toda a questão de privacidade. Além dos livros e além de tomar notas das frases curiosas que acabam fazendo a gente perceber o crescimento delas, outro
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Memento como metáfora para agentes de IA

Eu continuo pensando muito em filmes quando eu programo com o Claude Code. Um é o Memento do Christopher Nolan, porque toda vez que o agente acorda, abre uma nova sessão, ele tá perdido, né? Parece uma pessoa que desenvolve software muito bem-intencionada, mais ou menos inteligente, muito rápida, e que desconhece tudo o que tá fazendo. Ela acorda, se olha no espelho e fala: caramba, onde que eu tô? Me colocaram aqui nesse trabalho. Então a primeira coisa que ela precisa fazer é se entender, se reconhecer, e lembrar do que foi feito ontem e nos outros dias. Só que o contexto é pequeno, né? No contexto cabe um milhão de palavrinhas, então você tatuou aquilo em algum lugar, e baseado naquilo, precisa tomar a conclusão do que fazer de próximo passo quando algo for pedido. E adivinha: não dá pra colocar sua vida inteira dentro de uma tatuagem de um milhão de palavras. Não é à toa que hoje a gente tá indo pra esse lado de knowledge base, pra que você anote meio que índices e saiba onde procurar, onde investigar. E até no filme do Christopher Nolan tem isso. Algumas tatuagens, alguns lembretes e cadernetas que ele usa, na verdade são pistas que indicam onde ele deve pesquisar algo, com quem deve conversar.
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Overthinking como Mentalidade de Programador

Overthinking é uma palavra cada vez mais comum e as pessoas usam isso como se tivessem nascido assim. Mas eu acredito fortemente que essa é uma prática que aparece muito em pessoas que desenvolvem software, que programam, cientistas de computação, porque a gente é treinado a pensar em if-else, em condições, em componentização, em especial pensar nos corner cases e no que vai vir a seguir. É muito comum a gente estar usando essa abordagem não só para programar o que vai vir a seguir, mas a autoprogramar.
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Pensamento hologramático (Edgar Morin)

Eu lembro quando estudava Biologia e era criança, ficava fascinado que a gente tinha entendido como o corpo humano funciona: os pulmões, o rim, etc. Um monte de coisa com um nível de detalhes assombroso. E, de alguma forma, eu realmente não entendia que aquilo era o conhecimento que a gente tinha até então. E que, na verdade, muito daquele aprendizado estava simplesmente errado. Trinta anos depois, muita coisa mudou. Mesmo em assuntos básicos, a gente descobre que não era bem assim. Em especial, na ciência, a gente entende que o pequeno faz parte do todo. Tem muita coisa interconectada nesses sistemas que aquele filósofo francês chama de hologramático. O pequeno está dentro do todo e vice-versa. Ele dá o exemplo do DNA e das células: dentro de uma célula tem toda a informação de um corpo, e dentro do corpo tem todas as células. Assim como a sociedade e a pessoa. Nossa cultura, do nosso país, está dentro da gente e vice-versa. Não tem como mudar um sem mudar o outro. Está tudo interconectado. Essas descobertas me chamam a atenção na hora de ver o crescimento da criança e as perguntas que elas fazem. A Elisa, recentemente, com sete anos, me fez uma pergunta de difícil resposta: "Papai, que partes do corpo os cientistas ainda não descobriram?" Não consigo nem responder. É fascinante ver que ela já tem a ideia de que não temos essa completude do entendimento do funcionamento do corpo humano. E essa percepção dela eu não tinha. Talvez até porque o ensino naquela época era dado como "essa é a verdade", apesar de não dito explicitamente. Hoje a gente cria as pessoas num mecanismo novo de indagação, que é melhor para muitos aspectos. A gente esquece que não estamos lá, que há muito a ser conhecido, ser retrabalhado, ser refeito e repensado. Às vezes a gente dá o vasto conhecimento humano como já 99% da verdade, falta só 1%, sendo que nem dá para quantificar as coisas assim.
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Confusão e Curiosidade: Sobrecarga de Informação

Esse monte de agentes, agindo o tempo todo e ingerindo dados de todo lugar, deixa nosso uso de AI confuso. É tanta informação que a gente acaba se esquecendo do que estava acontecendo. Isso me lembrou o filme do Kleber Mendonça, onde ficamos curiosos com tanta informação sem saber o que vai acontecer depois, mas estamos sempre confusos, sem tanta memória e contexto. Confuso e curioso. A Cecília, minha noiva, colocou bem esse termo depois de assistir o filme. Parece que há agentes secretos rodando na minha máquina :). Recentemente assisti um filme do Charlie Kaufman, aquele diretor do Being John Malkovich. Um filme que se chama I'm Thinking of Ending Things. Onde também fica essa questão de memória e identidade. O que é recente, o que é passado, o que é sonho, o que é desejo. E esse volume de informações que vão na nossa cabeça.
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IA como Interface Bidirecional

Sergio Lopes escreveu num grupo "Leitura vai ser com IA tbm. A gente ainda não internalizou isso bem. Usamos IA 90% das vezes pra gerar. Mas acho que vamos caminhar pra ser meio a meio. Ler com IA. IA é a interface bidirecional de relação com o mundo; gera o que eu preciso falar pros outros, e digere o que os outros me falam. Meio triste, meio matrix até. Todo mundo isolado falando e ouvindo da IA, não de humanos". Concordo, são os solarianos do Asimov. Meio que o PAI do Daniel.
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Intenção e Contexto Amplo ao Trabalhar com LLMs

Bem que o Fabrício disse que a entrevista com o Adrien tava sensacional (https://open.spotify.com/episode/7yjLyTi6aab2pmVzz980XD). Dois pontos me ressoam muito: a) intenção: deixar claro no que você está trabalhando e o que está querendo fazer. A LLM se ajusta bem se ela conseguir ter a visão ampla do que está sendo construído, em vez de receber apenas ordens categóricas como fazíamos num passado distante. b) Hyperstition|Hyperstition]]|Hyperstition]]|Hyperstition]]|Hyperstition]]|Hyperstition]]|Hyperstition]] como uma forma de encarar com otimismo o uso e condução da tecnologia. Sem contar que o episódio é riquíssimo, indo desde Turing e Church até essa parte de Deep Learning que eu desconheço os cientistas e movimentos.
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Signal Ingestion Pipeline

O Pedro, da Brex|Brex]]|Brex]]|Brex]]|Brex]]|Brex]]|Brex]], contou que roda a empresa literalmente via OpenClaw (https://x.com/ashleevance/status/2039770854955880861). O sistema dele começa com um signal ingestion pipeline que filtra email, Slack, Google Docs, WhatsApp. Milhares de canais no Slack, centenas de emails por dia. O que importa? No que prestar atenção? Muito ruído. Ao mesmo tempo, acho esquisita essa tentativa do Jack Dorsey de deixar tudo flat e ter 6.000 pessoas "respondendo" para ele. Parece conto do Eu Robô, aqueles do fim do livro.
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[[kb/concepts/generalista-vs-especialista|Generalista vs Especialista]] em Storytelling

O storytelling é tão forte que tá muito relacionado à liderança. O Scott Galloway põe muito isso, mas são outros pensadores que também falam que a gente tem perdido essa nossa capacidade de contar e recontar histórias. Mesmo numa época que estamos de conteúdo abundante — seja nas séries, televisão, histórias curtas, até das novelas verticais — você poder engajar as pessoas e colocar na mesma direção acaba se tornando fundamental. Eu vejo que a minha necessidade de fazer os PowerPoints de uma forma mais fluida e que eu pudesse ter um foco na narrativa em vez de olhar as extrações de layout puro vem da mesma época que eu comecei a falar sobre o profissional em T, do momento que eu comecei a gravar podcasts e ouvir histórias. Não é à toa que os influencers e os creators que mais conseguiram não só construir seus espaços e sua comunidade mas até mesmo de monetizar e criar produtos com suas próprias propriedades intelectuais, por assim dizer, foram os que colocaram isso dentro de jogos, histórias, livros, RPGs — como o próprio exemplo do Jovem Nerd. O que me chamou a atenção ali no podcast é que eles colocavam a própria vida deles com os temas atuais e pop e do mundo nerd de uma forma que abraçava quem estava ouvindo. Aquele famoso "eu me senti amigo". Hoje a gente acha as pessoas não se sentem amigo assim do creator porque o papo é mais um broadcast em vez de uma mescla da história. Quando é um pouco, ou mesmo os mais modernos fazem isso de uma forma muito forçada ou caricata. Não sei dizer qual seria a fórmula porque, para ser sincero, essa é mais uma das minhas habilidades que eu não gastei o tempo que eu deveria suficiente para dominar. Eu acabo ficando um pouco no ponto de generalista de storytelling, apesar de que eu já tentei escrever alguns contos infantis — das preferências das minhas filhas pelas histórias que eu invento sobre o Pedro Malas Artes.