Memento como metáfora para agentes de IA
Eu continuo pensando muito em filmes quando eu programo com o Claude Code. Um é o Memento do Christopher Nolan, porque toda vez que o agente acorda, abre uma nova sessão, ele tá perdido, né? Parece uma pessoa que desenvolve software muito bem-intencionada, mais ou menos inteligente, muito rápida, e que desconhece tudo o que tá fazendo. Ela acorda, se olha no espelho e fala: caramba, onde que eu tô? Me colocaram aqui nesse trabalho. Então a primeira coisa que ela precisa fazer é se entender, se reconhecer, e lembrar do que foi feito ontem e nos outros dias. Só que o contexto é pequeno, né? No contexto cabe um milhão de palavrinhas, então você tatuou aquilo em algum lugar, e baseado naquilo, precisa tomar a conclusão do que fazer de próximo passo quando algo for pedido. E adivinha: não dá pra colocar sua vida inteira dentro de uma tatuagem de um milhão de palavras. Não é à toa que hoje a gente tá indo pra esse lado de knowledge base, pra que você anote meio que índices e saiba onde procurar, onde investigar. E até no filme do Christopher Nolan tem isso. Algumas tatuagens, alguns lembretes e cadernetas que ele usa, na verdade são pistas que indicam onde ele deve pesquisar algo, com quem deve conversar.