Conversas com Filhos como Matéria-Prima para Escrita
Reflexões: crianças e pensamentos têm esse lugar comum que a gente costuma falar — quando a gente se torna pai e temos crianças não só para cuidar mas para acompanhar seus desenvolvimentos, a gente aprende muito e também a gente se reconhece nelas. Porque as crianças estão passando por momentos que a gente já esqueceu que também passou. É curioso quando eu converso com as minhas filhas, isso fica ainda mais claro. Elas me fazem refletir bastante e, de alguma forma, eu quero anotar esses pensamentos ou coordená-los para depois organizar minha própria cabeça. Alguns desses pensamentos acabam se tornando importantes para mim. Agora que eu voltei a escrever mais, faz bastante sentido. Melhor ainda agora que eu tenho esse sistema de personal knowledge management, esse mecanismo de second brain — fica um pouquinho mais fácil de eu poder pegar esses momentos que eu tenho com as minhas crianças para trazer essas reflexões aqui. É mais do que isso: eu gravo podcast com as minhas filhas há anos já. Não é bem podcast, eu gravo algumas conversas interessantes que eu tenho com elas, algumas contações de história que eu tenho à noite, e mesmo o percorrer do caminho indo até a escola, quando elas têm aqueles momentos de perguntas e de porquês que de novo refletem a minha infância. É interessante fazer esse post aqui utilizando o mecanismo de anotações do second brain e inteligência artificial na frente da minha filha mais velha, que um dia provavelmente ela vai encontrar essa anotação e achar interessante. Quem sabe ela pode até criar um poema no futuro baseado nessa experiência no mínimo inusitada.
Quando a gente se torna pai, a gente tem essas pressões em relação a como fazer a educação e criação das crianças. O que que é bom, o que que não é, onde focar, se estamos falhando. Com a pressão de performance, a gente fica com a impressão de que não estamos sendo suficientemente bons, ou nem bons, para parafrasear o Winnicott. Atualmente, eu tenho tentado colocar na minha cabeça o que eu considero que tem sido muito bom para as crianças. Entre elas, eu vou citar: ler história toda noite. Óbvio que cada pessoa vai encontrar o seu, mas para mim é muito interessante porque eu me considero um pouco storyteller, podcaster, comunicador. Esse é um recurso muito bom para as pessoas — saber mobilizar as pessoas através do storytelling, e também para a imaginação das crianças, aumentar o mecanismo de leitura, ler junto, ler os clássicos. Eu quero, inclusive, fazer um post sobre os principais livros infantis que eu leio com as minhas filhas, ou eu li, e que marcou muito a elas. Na verdade, que marcou muito a mim.
O segundo é ter anotações, um mecanismo de diário que, na verdade, eu faço basicamente via um sisteminha de podcast. Eu tenho um gravadorzinho que, normalmente, quando eu as coloco para dormir, é quando eu uso, ou quando eu acompanho elas para a escola. Mas tem outras diversas situações — faço também com algumas pessoas da família — onde eu gravo um jantar, uma contação de história, o caminho até a escola. Às vezes as próprias meninas conversando, às vezes eu contando a história e elas colocando as perguntas. Eu acho bastante interessante, isso já tem quase três anos. É óbvio que agora, no mundo das LLMs, isso vai se tornar material minimamente curioso. Óbvio, sem contar toda a questão de privacidade.
Além dos livros e além de tomar notas das frases curiosas que acabam fazendo a gente perceber o crescimento delas, outro