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Profissional em T (T-Shaped Developer)

Eu acho interessante ver que essa expressão do T-Shaped Developer, que vem do profissional em T, e que eu viciei bastante nos últimos seis anos, tem aparecido com força nas Big Techs. O CTO da AWS, diretor de Cloud do Google, o Martin Fowler fala sobre isso, ele já falava há bastante tempo.

Isso tem ficado escancarado, à medida que o profissional de tecnologia acaba ganhando outras tarefas. Ele sai um pouco da toca, de ser um cara encapuzado de fone de ouvido, e ele começa a aparecer nas reuniões da empresa, nas reuniões do cliente, e começa a precisar entender de requisitos, de como funciona a cabeça até do usuário final.

Eu lembro antigamente quando eu comecei, isso era muito diferente, você ficava literalmente no terminal, na tela preta, brincando com aquilo que você gosta, que é tentar encontrar ordem no caos. Verificar todas as hipóteses, corner cases, quais os casos mais complicados de tratamento de fluxo de trabalho, e assim por diante.

Essa história de profissional em T aparece em qualquer área. A gente já viu uma hiperspecialização das profissões, mas com o tempo isso foi se mostrando limitante.

Tem aquela frase que especialização é para insetos, e eu até fui verificar. Biologicamente correto, porque até geneticamente eles são diferentes, e os órgãos são desenvolvidos de forma peculiar. O cérebro de uma formiga operária é diferente da soldada. Tem um pouco a ver com alimentação, eu li.

Mas para os seres humanos, como o Kruel me disse, tem as mãos. As mãos são muito generalistas para fazer as mais diferentes tarefas que a gente possa imaginar. É interessante ver que a gente evoluiu para algo muito diferente.