Ilusão de velocidade no VibeCoding
Tentando relacionar o VibeCoding com a programação antiga, que cai até nos livros do Fred Brooks. No Mythical Man Month, ele fala que se você não sabe o que você quer construir, não dá para escrever código. A parte mais difícil é saber o que você precisa construir. O escopo, o contexto, as definições, as limitações.
O VibeCoding acelera a parte da codificação, mas aí a gente lembra que você não é pago para escrever código. E a partir desse momento você percebe que por mais que acelere as linhas que você comita, produz, os pull requests, os momentos de pausa aparecem porque não está bem definido o que o cliente precisa, o que você precisa, o que você quer.
Tem essa ilusão. Acabou de sair uma notícia que o CTO do Uber disse que antes de chegar na metade do ano, já acabaram o budget do uso de tokens para criar código. E veja só, eu imagino que o Uber não entregou nenhum software revolucionário nesse meio tempo para justificar esse gasto de dinheiro altíssimo que eles tiveram agora.
Eu acho interessante essa reflexão de que é uma forma que ajuda muito a codificação. Assim como os frameworks full stack, os scaffolds, os frameworks web de single page applications ajudam muito, mas eles não liberam a gente de ter que parar para pensar e entender. Eles possibilitam a construção de softwares mais incríveis, mas a velocidade em si geral, considerando os gargalos, pelo menos por enquanto, ainda não mudou.