AGI, exponencialidade e superinteligência
Ontem no evento da IAConfi Brasil, eu tive a oportunidade não só de palestrar, onde apresentei basicamente o meu artigo de humano fora do loop, como também de conversar com profissionais que são pensadores na área da inteligência artificial. Matemático, cientista da computação, gente com doutorado, gente com muita experiência.
E ali é interessante de ver que já tem alguns consensos. Ninguém gosta muito de falar do assunto, nem mesmo desse tweet do Jensen, CEO da NVIDIA. Mas é difícil não encarar que a AGI já está aí. Tarefas específicas, definidas no computador, já podem ser bem executadas pela máquina, assim como por um humano.
Sei que não é justo comparar a tecnologia do futuro com o atual. Mas se você voltasse 10 anos no passado e em 2016 olhasse pra alguém conversando com o celular em português fluente pra realizar operações e pesquisas, você certamente diria que o teste de Turing foi não só ultrapassado, como a inteligência artificial estava num nível humano. É bastante difícil negar isso, independente dos critérios e benchmarks que você utilize.
E conversando com um matemático que estava lá no evento, ele disse que até mesmo algum tipo de singularidade, onde a máquina começa a se automelhorar, ainda que de forma indireta, já existe também.
Sei que são frases puxadas, porque elas têm um tom de marketing, de espanto. Tanto quanto ficar com muito medo do domínio das máquinas. Mas eu gostaria de deixar registrado que, na minha percepção, e não só na minha, a gente já atingiu muito do que a gente considerava impossível e sobre-humano.
Citados neste texto: AGI · Teste de Turing · Jensen Huang · NVIDIA · Humano no loop