Puzzles e a capacidade de programação
Quando as pessoas me perguntam se elas precisam saber de matemática, de física ou de cálculo para serem boas programadoras, eu sempre digo que não necessariamente, mas que você precisa daquela matemática básica que acaba aparecendo em diversas situações. Sejam funções, sejam sistemas de equações, sejam charadas e quebra-cabeças.
Eu até dou esse exemplo de charadinha com frutas que costumeiramente aparecia nos grupos de família de WhatsApp no Brasil. Brincadeiras como essas, pegadinhas visuais, que você precisa fazer alguma conta e ir para o tentativa e erro, ou até mesmo fazer a montagem do sistema linear de equações.

Bem, mas isso tem mudado de forma rápida. Acabei caindo nesse tweet que o Sérgio Lopes me mandou, pra variar ele, que levanta uma bola interessante: quem é dev não gosta necessariamente de problemas muito difíceis e complexos, mas sim de quebra-cabeças onde a gente pode colocar nossa experiência, nossa lógica e nosso repertório. Como jogadas de xadrez, como soluções de equações, como desvendar um bug percorrendo as várias possíveis combinações.

Aconteceu especialmente no front-end, onde padrões precisavam ser seguidos para chegar no resultado aprimorado. Pixel perfect. E adivinha? A IA é muito boa. E ela tem fome desses padrões, ela conhece com profundidade e ela realmente tem mais paciência que a gente.
Tudo isso faz com que os problemas subam um nível de complexidade, o que deixa algumas pessoas, não só juniors, descobertas. É um momento interessante para a nossa área. Eu gosto de falar que fica tudo um pouco mais difícil e um pouco mais interessante.
Citados neste texto: Sérgio Lopes · Sunil Pai · Twitter