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Dimensões, magnitudes e proporções

Fico tentando descobrir o que me chamou a atenção para ter interesse pelas ciências. Faço isso para tentar encontrar o mecanismo de incentivar minhas filhas e também outras crianças.

E é óbvio que eu penso em astronomia, em robótica, em ficção científica, em física, mas, resgatando um pouco mais da infância em si, poder visualizar a magnitude da diferença do mundo microscópico e o mundo astronômico, por assim dizer, me deixava bastante empolgado.

Eu tenho uma memória muito viva na minha cabeça de uma pequena animação que passava na TV Cultura nos anos 90. Um rapaz num barco, e a câmera ia fazendo um afastamento até pegar a cidade, a floresta, o Canadá, o planeta Terra, a Lua, até chegar no Sol, o Sistema Solar e a galáxia. Depois de um tempo, ela fazia o caminho inverso, chegando dessa forma até o mundo microscópico: o ser humano, passando pelos órgãos, tecidos, células, organelas, moléculas e átomos. De alguma forma havia algo científico, místico.

Só essa semana eu resolvi pesquisar. Eu fico pensando que, se eu tentasse fazer isso via mecanismos tradicionais de busca no YouTube, eu provavelmente ou não encontraria ou demoraria muito tempo. Perguntando para o assistente, ele acertou em cheio.

Eu vou deixar embedado aqui o vídeo do YouTube.

É uma produção canadense. Eu tinha a impressão de que a TV Cultura tinha alguma parceria, pois diversos seriados de alguma TV estatal, ou uma parceria estatal, apareciam com frequência no canal.

Eu quero tanto mostrar esse vídeo pras minhas filhas que vou tentar encontrar mecanismos novos de apresentar isso pras pessoas. Não pode ser muito enfadonho e também não pode ser dinâmico demais: se a gente colocar interação em excesso, uma criança vai ficar mais brincando, como se fosse um videogame, do que entender as grandezas passando num compasso bastante específico. Inclusive encontrei alguns estudos que dizem que há uma melhor forma de demonstrar essas diferenças de magnitude: não é necessariamente tempos e escalas constantes que fazem a percepção de uma pessoa ser aprimorada.

Porque tudo isso, eu considero que, se a gente tem percepções de algumas propriedades não tão óbvias, elas vão se tornar ferramentas ainda mais importantes no mundo. E se você tem esse formato dash-shaped como profissional, você não vai ter um perfil específico de especialidade e vai acabar estudando diversas áreas, biologia e artes. E todas elas demandam um pouco de entender proporção e tamanhos.

Até me vem na cabeça um dos primeiros contos considerados ficção científica, que é o Micrômegas, do Voltaire, onde essa questão das proporções já aparece. Inclusive criam todo um enredo de história fazendo uma mistura e isso recaindo em diversas áreas do conhecimento que se bagunçam um pouco.

Tem essa entrevista recente do Elon Musk em que ele diz que as pessoas no futuro vão precisar ter esse estudo amplo, cruzando diversas fronteiras e bordas. Não era o estudo da elite aristocrática três, quatro séculos atrás?

Citados neste texto: Voltaire · Micrômegas · Elon Musk · YouTube · TV Cultura · Cosmic Zoom

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