Byung-Chul Han, Hannah Arendt e a chegada de uma criança
Em um desses vários livretinhos (ou filosofia epistolar, como chamou meu amigo), Byung-Chul Han fala da necessidade de esperança. Diz que Hannah Arendt capta muito bem esse espírito nesse trecho que eu destaquei. A boa nova da chegada de um neném.
Há alguns meses eu envio esse trecho para amigos quando descubro que estão esperando.
E é fascinante a mistura aqui: cristianismo, escritora judia, filósofo sul-coreano radicado na Alemanha.
O “milagre” reside no fato de que pessoas nascem, e com elas o novo começo que podem, agindo, realizar em virtude de terem nascido. Somente onde há a plena experiência desse aspecto da ação, pode haver algo como “fé e esperança” […]. A capacidade de confiar no mundo e de ter esperança pelo mundo talvez não tenha sido expressa de forma mais sucinta e bela em lugar algum do que nas palavras com as quais os oratórios de Natal proclamam “a boa-nova”: “uma criança nasceu para nós”.