O termo nerd
O termo “nerd” é um termo pelo qual eu ganho simpatia a cada dia.

Isso desde quando eu iniciei a jornada de podcasts dentro do universo do Jovem Nerd (o NerdCast), até me reconhecer agora na vida adulta, depois dos 40 anos, toda a minha adolescência e até hoje com esse estereótipo de nerd.
Hoje eu me enxergo como uma pessoa articulada. Acredito que desenvolvi habilidades sociais que não estão dentro das características do estereótipo. Recentemente eu perguntei para um amigo se ele me considerava ainda um nerd, e ele respondeu “Paulo, no centro acadêmico da faculdade, onde o pessoal se reunia para se preparar para campeonatos interuniversidades, beber cerveja e jogar truco, você levava um videogame, conectava em uma TV grande e ficava jogando com o pessoal do fundo da sala!”.
Eu jogava RPG enquanto as pessoas estavam se encontrando, jogando cartas e se preparando para esportes coletivos — até hoje sou um zero à esquerda em esportes coletivos, não acompanho. Esse espírito nerd de fazer coisas consideradas “estranhas”, especialmente na juventude, é o que eu sou, é de onde eu vim! E é de onde inclusive a Alura vem, e de onde o próprio Hipsters.tech vem.
Às vezes bato nessa tecla com colaboradores e colaboradoras da empresa e eles discordam de mim, dizendo que nem todos os estudante da plataforma e grande parte das empresas que nos contratam não são assim. E eu entendo! Mas o motor da Alura, do que eu faço e de onde eu vim, e do meu irmão Guilherme Silveira especialmente, é o motor de querer entender melhor as coisas. É sobre querer entender o videogame e abri-lo com uma chave de fenda (eu fiz). É muito mais do que jogar!
Por mais que eu nunca tenha desenvolvido um jogo no final das contas, eu tenho vontade de fazer acontecer, de entender mais. E óbvio, isso é um privilégio. Mas já conheci pessoas que tinham as mesmas condições que eu, mas não tinham esse motor.
Esse motor é importante quando você tem. Espero que você, que está lendo esse post, sinta essa proximidade comigo.
Eu nunca fui fã dos filmes da Marvel, por exemplo. Acho os filmes interessantes, mas nunca fui profundo conhecedor e nem tenho tanto interesse. Mesmo Star Wars não me atingiu forte. Mas eu frequento a CCXP pois tenho um profundo respeito e admiração pelas pessoas que vão com tudo nesses universos, que se encontram lá, sentem o pertencimento. Cosplayers! Querer ir além, e não apenas consumir um super heroi, um filme, um videogame, um gadget.
No seu hobby que você faz profundamente, estuda e vai além para entender melhor como funciona — você não é só bom, você entende daquele assunto — e isso é um diferencial para a sua vida inteira. Exercer a capacidade humana em sua plenitude. Como quem gosta de fotografar as estrelas e entender os porquês da astronomia.
É um privilégio ter tempo e até condições financeiras para isso. Mas é, de fato, algo que não vejo com tanta frequência. Se você investe assim no seu hobby, saiba que não é perda de tempo.
Você também pode gostar

Quantos amigos você tem?
Esse é um dos temas que aparece com frequência entre pensadores do Vale do Silício. E a epidemia de solidão é também foco da OMS.

Sobre a DeepSeek, smartphones e impressoras 3D
A gente fala muito do Gemini, GPT e Claude. Mas quero te contar duas experiências recentes que eu tive nessa virada de ano, conectadas com esse tremor de eixos de inovação.

Quem é a mãe da mamãe da mamãe?
Enquanto colocava minha filha mais nova pra dormir. Elisa. Ela me perguntou sobre o surgimento da vida, de onde viemos. "Papai, quem é a mãe da mamãe da mamã...