note

Como praticar inteligência artificial?

Eu queria deixar curta a minha impressão. A gente tem visto o crescimento desse tooling de inteligência artificial e ficado maravilhado. E aí a gente tenta aplicar a versão mais recente de um tipo de OpenClaw, que usa todos os modelos simultâneos e todos os pipelines de extração de dados. Eu verdadeiramente acredito que essa não é a melhor maneira de um profissional parar para entender a IA, sendo que muitas pessoas ainda não conseguem utilizar de maneira minimamente interessante um simples ChatGPT.

Por isso eu sou mais a favor de usar o Cursor, o Claude Code e o Codex, essas versões melhores, agênticas, de codificação, para que você ganhe musculatura com a base da tecnologia. Que você evite utilizar skills, evite utilizar plugins complexos com milhares de dicas de outras pessoas. E mais ainda: voltar às origens, tentar resolver um problema que você mesmo tem. Aquele simples sisteminha que você sempre quis programar, sempre quis resolver, e não estava ou com tempo ou com vontade.

Lembra quando aparecia um novo framework, uma nova linguagem de programação? O que você fazia? Você olhava ao redor e via: poxa, acho que dá para aplicar aqui. E ia lá, estudava, aplicava e aprendia. E adivinha? Muitas vezes não era daquela maneira. Muitas vezes tinha outros passos melhores a se dar, mais prontos para resolver aquela missão. E tudo bem, foi uma maneira de você entender o que está debaixo dos panos. É a mesma analogia de quem aprende um SPA moderno com React e não entende nada de HTML e JavaScript vanilla. Esse é o momento de usar a tecnologia pura.

Para quem está usando inteligência artificial sem ser para codificação, a minha ideia é que você não use para criação de conteúdo. Não crie. Utilize para refinamento, para buscar o que você está precisando, para executar o que você já sabe que precisa ser feito e onde estão os dados e conteúdos a serem costurados. Criar um artigo para um blog do zero, ou um conteúdo de mídia social do zero, dando apenas um tema e um tom de voz, para mim é um erro grosseiro. Você precisa ser específico naquilo que você quer. Isso é: o conteúdo, a ideia e o tom de voz, não só o tom de voz, é tudo seu e é tudo dado. O que ela pode te ajudar é lapidar aquilo que já estava na sua mente, e não só na sua mente, como no seu acesso.

Esse mecanismo de a gente achar que a inteligência artificial vai resolver um problema criativo num simples prompt vai gerar esse arroz com feijão que a gente tem visto por aí, o AI slop. No melhor dos cenários, conteúdo autêntico e software intencional vão ficar cada vez mais escassos. Agora é a hora de você colocar você mesmo dentro do resultado que a IA vai gerar. Para isso, você precisa estar completamente envolvido com os agentes. Essa mania de querer criar mais agentes, todos autônomos, baseados em meia dúzia de parágrafos que são uma especificação, tem um limite. Você precisa estar no loop, não necessariamente para ver se não está saindo dos trilhos, mas porque precisa da sua intenção, informação e genialidade. Sem isso, a IA vai executar apenas as tarefas básicas, mínimas, ou vai gerar o conteúdo que todo mundo já está cansado de ver.

#inteligencia-artificial #coding #educacao #agentes