Comida árabe em São Paulo

Algumas semanas atrás a Cecilia Fernandes me perguntou a respeito de restuarantes especializados em comida árabe. Foi ai que percebi que esta realmente é minha comida preferida, especialmente a não tão árabe esfiha, que não é um quitute encontrado com frequência no oriente médio, mas se consagrou no Brasil.
Comecei a responde-la com opiniões e dicas da família e o email ficou demasiadamende grande. Há muitos restaurantes em São Paulo onde podemos conhecer melhor a comida árabe, mas há em especial o “trio trivial” composto pela esfiha, kibe e coalhada seca. Destes, os que mais gosto são os libaneses e armênios. Aliás, a bandeira libanesa com o emblemático cedro é frequentemente encontrada nesses estabelecimentos. Vejamos:
Minha de familia costuma ir com frequência a Casa Garabed. É sem dúvida meu favorito, possuindo uma esfiha maior e diferente, além da coalhada seca com hortelã muito superior a qualquer um dos concorrentes. Tudo demora para sair do forno a lenha, como deve ser. Os 70 anos de tradição e ambiente pra lá de familiar (você entra pelo que era nitidamente a garagem!) fazem a gente se deslocar da zona Sul até o Santana quase que semanalmente. Entre os pratos menos óbvios, há o madzunov kiofte, que mistura o quibe e a coalhada com sucesso. Infelizmente fecha às 9 da noite, e o lugar é pequeno.
Existem outros dois que vamos pouco, mas são exclentes: o Tenda Do Nilo, próximo ao metrô Brigadeiro, que tem horários pouco convidativos e é minúsculo, é disputado a tapa e merece uma visita (não leve a família, não cabe!); e o SAJ na Vila Madalena, que não é pequeno mas como ganhou “melhor comida árabe” em algumas recentes revistas, vive lotado no fim de semana. Este último possui pães diferentes (um deles a base de zátar) e uma esfiha conhecida como “esticadinha”, pra lá de aconselhados. Nas proximidades do Tenda, no Paraíso, há o conhecido e espaçoso Halim, que eu particularmente não gosto, apesar de toda sua tradição: atendimento duvidoso e sem muita atenção.
Dos mais clássicos e conhecidos, tem o requintado e de atendimento excelente Arabia, e o conhecido dos ouvintes da CBN: o Folha de Uva. Ambos nos Jardins e mais pomposos, sendo que no Folha de Uva o clima é exageradamente sério e o buffet nunca me anima. O Brasserie Victoria, na Juscelino, tem um clima bem mais interessante com aquele balcão característico de muitas esfiharias, como o da casa Garabed. O espaço lá é amplo, mas não impede a fila de ser grande.
Fast-food? O Almanara nunca deixa a desejar, e há a opção de rodízio no centrão de São Paulo que para alguns (não para mim), é melhor que as franquias. Os restaurante menores, muitas vezes formados apenas de pequenos balcões, como o Jaber (que no Ana Rosa fica ao lado do já fechado e ótimo Catedral), costumam servir boa comida. Sim, Habibs ficou de fora.
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