Tradução do poema Último Brinde de Anna Akhmatova

Eis minha primeira tentativa de uma tradução literal de um poema. É o Последний тост de Ахматова Анна (Anna Akhmatova). No original:
Я пью за разоренный дом,
За злую жизнь мою,
За одиночество вдвоем,
И за тебя я пью,—
За ложь меня предавших губ,
За мертвый холод глаз,
За то, что мир жесток и груб,
За то, что Бог не спас.
Aqui há uma tradução atribuida a Rubens Figueiredo (o tradutor que está ficando famoso com os volumosos livros de Tolstoi pela Cosas-Naify):
Bebo ao lar em pedaços,
À minha vida feroz,
À solidão dos abraços
E a ti, num brinde, ergo a voz…
Ao lábio que me traiu,
Aos mortos que nada vêem,
Ao mundo, estúpido e vil,
A Deus, por não salvar ninguém.
Minha fraca tradução literal (pior só google translator), sem rima nem métrica, para manter o impacto do impressionante “одиночество вдвоем”:
Eu bebo ao lar despedaçado,
À minha vida cruel,
À solidão a dois,
E a você eu bebo, –
Ao lábio que me traiu,
Ao frio mortal dos olhos (de seus olhos?),
Ao mundo, que é duro e cruel,
A Deus, que não salva.
Quanta felicidade! 🙂
Aqui há uma tradução em inglês.
Citados neste texto: Anna Akhmatova · Último Brinde · Liev Tolstói · Cosac Naify
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