Bill Gates e os riscos da inteligência artificial
Bill Gates escreveu um post interessante sobre inteligência artificial, sobre os riscos, benefícios e como ele acha que a gente deve agir sobre isso.
Tem muitos fatos, inclusive propostas curiosas, desde criar um organismo internacional, tipo uma ONU, apesar de ele não citar explicitamente esse exemplo, que pudesse ver de todos os ângulos, porque senão o pessoal preocupado com o emprego vai tomar uma decisão, a economia outra, a saúde outra.
Outra solução curiosa, essa de criar um mecanismo de reservas. Assim como a gente tem parques que são reservas naturais, ele teria as reservas humanas: alguns empregos, locais, regiões, profissões onde o robô não age, porque isso vai ser importante para a gente manter nossa humanidade, talvez a economia, talvez relações.
Ele cita vários problemas óbvios, como profissão, economia, riscos de armas e o uso para o mal, e também coloca o ponto importante que sempre fica na minha cabeça, das relações humanas, sociais, e como que as crianças vão crescer e se relacionar num mundo onde os vínculos e as amizades já são cada vez mais raras.
Interessante ver como esse artigo do Bill Gates contrasta um pouco com o puro otimismo do Mark Zuckerberg, da Meta, do Facebook, que também fez um artigo importante há poucas semanas. Até gravei um podcast lendo esse artigo no Hipsters. E me fez pensar também sobre esforço produtivo, para a cognição estar sempre sendo utilizada.