notes 129 notas

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Reflexões curtas, conexões entre ideias, reações. As mais recentes (26) vêm de áudios e textos que mando pro meu bot de Telegram desde junho de 2012. As outras (103) são tweets antigos selecionados manualmente, de 2009 a 2026.

paternidade 10 familia 6 cinema 6 tempo 5 pai 5 humor-literario 4 lingua 4 transmissao-cultural 3 memoria 3 taleb 3 leitura 3 infancia 3 geracao 3 tech-humanidades 3 humor 3
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Especialização Técnica Antes de Empreender

Um jovem de 16 anos veio me perguntar como falar em público. Ele é tímido e está claramente querendo "empreender". Confesso que não gosto de conversar desse assunto com quem ainda não teve uma experiência profissional minimamente relevante. Soa vendedor de sonhos. 1º leia o Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. O nome é ruim, pois a ideia não é influenciar, é fazer amigos, é se conectar. Essa é a base para você poder falar em público e trocar atenção com as pessoas. Há outros livros e abordagens. O que importa é verdadeiramente criar a conexão e dar importância real aos seus interlocutores. Você pode sempre aprender com os outros, independente do que conhecem e o quanto conhecem. 2º reconheço sua vontade de querer rapidamente criar algo e mudar as coisas. Acho essa uma vontade boa, mas ela precisa ser canalizada. Para construir algo grande e significativo há a necessidade de tempo e dedicação. Isso demora. Rarissimamente é rápido (são poucos casos, e há o fator sorte). Tente se dedicar para aquilo que você verdadeiramente gosta e tem interesse. Isso vai te ajudar a se conectar com as pessoas. Ganhe uma especialização técnica, estude algo com profundidade e real interesse.
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Negação da Codificação Agêntica

Hoje vi um dev sênior falando sobre o estado de negação que alguns devs estão em relação à codificação agêntica: como os taxistas estavam quando chegou o Uber. A analogia é boa, mas a gente sabe também que isso trouxe muitos problemas para o mercado e centralização de poder, além de mecanismos de monopólio.
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Software Pessoal e Efêmero

O software pessoal, o software efêmero, o disposable software fica mais evidente. Já faz uma década que a aceleração do desenvolvimento vem acontecendo e a gente não mais reescreve sistemas, troca plataformas. Uma analogia que aparece para isso é como o YouTube trouxe creators e trouxe conteúdo tanto efêmero, que perde valor rapidamente (fofocas, notícias, atualidades, modinhas), quanto alguns vídeos que se tornam emblemáticos e as pessoas voltam para repetir a sua visualização, o seu entendimento.
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Digital Garden vs Blog

Continuo tentando entender o que quero construir. Acho que é algo parecido com um digital garden, que não é bem um blog, que eu possa organizar minhas anotações. Mas talvez um garden de essays infinitos pode ficar com muita ponta solta. Terminar um texto é sim importante. Talvez haja outras maneiras de datar sem datar tanto, não sei. https://notes.andymatuschak.org/zCMhncA1iSE74MKKYQS5PBZ To gostando de pensar que preciso escrever bastante e exercitar. https://vivqu.com/blog/2026/02/22/writing-as-fitness-exercise/ E agora to lotado de textos para ler de digital garden, mesmo que não seja isso que eu queira fazer: https://maggieappleton.com/garden-history https://hapgood.us/2015/10/17/the-garden-and-the-stream-a-technopastoral/
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User-Generated Content em Jogos Online

Pensando sobre comunidades, a internet descentralizada, jardins murados. O primeiro contato com fórum não foi nem na programação, porque naquela época a maior parte acontecia em listas de e-mail, que cada um se estufa num pequeno servidorzinho e tocava lá. Obviamente tinha as oficiais de MySQL e de outros, que inclusive eu lembro de umas abobrinhas que eu escrevia, perguntando o que era localhost. Mas enfim, o que eu quero dizer é que meu primeiro contato com esse mecanismo de creator, esse mecanismo de user generated content, foi através dos fóruns de jogos online. Mais especificamente com Age of Empires. Por mais que eu tenha começado antes no Warcraft, no Doom, no Duke Nukem, ali era mais BBS e mesmo assim era internet e não tinha tanto esse mecanismo de você criar seu conteúdo junto com outra pessoa. É interessante pensar que o Rouge vem forte, obviamente, depois de sentir o Java Rant e outros fóruns, mas bebe nessa fonte dos videogames, das comunidades online. Verdadeiramente era um ambiente muito interessante. Curioso isso de tudo ter ficado tão hostil com a velocidade, e mais ainda depois da pandemia, durante a pandemia.
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Grafo de Conhecimento Pessoal

Coloquei no meu grafo tweets antigos que considerei relevantes como reflexão e atemporais. Coloquei meus posts do blog de quando eu gostava de escrever e lia literatura clássica e filosofia, antes dos anos 2010. Coloquei também meus posts do LinkedIn e do Facebook que considero relevantes para mim, os de Instagram que envolvem café e chocolate na sua maioria, e os do LinkedIn que envolvem educação e um pouco de empreendedorismo. E tô colocando de sinais essas notas que eu gravo no Telegram e a bot processa. E além disso, tem os posts que eu fiz através de signals e notes que criei escrevendo, trabalhando com draft, amarrando essas notas para que ficassem publicáveis e raciocinando.
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PKM para Curadoria de Newsletter

Eu tô vendo que o uso do Personal Knowledge Management pode se ampliar. Todo o mecanismo de site de conteúdo, onde a gente captura muita notícia, fatos relevantes, é interessante a gente poder reorganizar todas essas informações de uma maneira que seja mais visual e haja interconexão entre elas. Assim fica mais fácil da gente navegar, da gente descobrir pensamentos. Então, eu tô tentando aplicar tudo o que eu fiz aqui no site paulocombr, que tem uma utilidade só pessoal e olhe lá, em algo um pouquinho mais relevante: uma newsletter pro público com quem eu trabalho. E dessa forma eu consigo ir aplicando em ambientes maiores e ter a segurança de que algo funciona e é útil.
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Contos de fadas e o trauma adulto

Lembrei de alguns livros que li para as minhas filhas e me marcaram. Acho que os Irmãos Grimm no original — elas precisam ter alguma idade. As Aventuras de Pedro Malazarte, os capitulados como Píppi Meialonga e o Pequeno Nicolau. Tem um que chama O Livro Sem Figuras, e tem o Grúfalo e esses mais da moda, um pouco americanizados. Acho que essa é uma palavra correta: ocidentalizados, porque imagino que seja europeu, mais modernos, mas que as crianças quando eram menorzinhas gostavam que ficasse se repetindo. Eu acredito que os capitulados, que têm uma personagem central forte e que se repete, que não depende um do outro, têm aquela fácil compreensão e aquele mecanismo meio Chaves: você está esperando o próximo sem necessariamente ter entendido ou absorvido tudo do outro. Eu gosto da recontação dos clássicos. Tem uma série que a Tatiana Belinky reescreveu, e que tem inclusive aquele conto do Anão Amarelo — que é o primeiro que a escritora usa o termo "conto de fadas", acredito que seja lá em torno de 1600. Inclusive o meu sobrinho Francisco ficou fascinado. E é interessante que esses contos de fadas, especialmente os antigos, mesmo adaptados para a nova geração, causam uma aflição em nós adultos. Terapeutas e jornalistas especializados e críticos de literatura já dizem que eles doem mais na gente do que na criança. Isso pega em algum lugar que a gente nem estava preparado, que ficou alguma coisa assustadora. Bem, eu fico pensando em tentar deixar essa relação longa, mas eu vou passar na bibliotecasinha delas, que não é pequena. Hoje, nessa abundância que temos de informação — e óbvio, quem tem situação privilegiada, mais ainda — tem acesso a muita literatura. Então eu queria escolher alguns para deixar registrado como meu pensamento e como eu acho interessante algumas coisas que a gente traz para elas.
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Conversas com Filhos como Matéria-Prima para Escrita

Reflexões: crianças e pensamentos têm esse lugar comum que a gente costuma falar — quando a gente se torna pai e temos crianças não só para cuidar mas para acompanhar seus desenvolvimentos, a gente aprende muito e também a gente se reconhece nelas. Porque as crianças estão passando por momentos que a gente já esqueceu que também passou. É curioso quando eu converso com as minhas filhas, isso fica ainda mais claro. Elas me fazem refletir bastante e, de alguma forma, eu quero anotar esses pensamentos ou coordená-los para depois organizar minha própria cabeça. Alguns desses pensamentos acabam se tornando importantes para mim. Agora que eu voltei a escrever mais, faz bastante sentido. Melhor ainda agora que eu tenho esse sistema de personal knowledge management, esse mecanismo de second brain — fica um pouquinho mais fácil de eu poder pegar esses momentos que eu tenho com as minhas crianças para trazer essas reflexões aqui. É mais do que isso: eu gravo podcast com as minhas filhas há anos já. Não é bem podcast, eu gravo algumas conversas interessantes que eu tenho com elas, algumas contações de história que eu tenho à noite, e mesmo o percorrer do caminho indo até a escola, quando elas têm aqueles momentos de perguntas e de porquês que de novo refletem a minha infância. É interessante fazer esse post aqui utilizando o mecanismo de anotações do second brain e inteligência artificial na frente da minha filha mais velha, que um dia provavelmente ela vai encontrar essa anotação e achar interessante. Quem sabe ela pode até criar um poema no futuro baseado nessa experiência no mínimo inusitada. Quando a gente se torna pai, a gente tem essas pressões em relação a como fazer a educação e criação das crianças. O que que é bom, o que que não é, onde focar, se estamos falhando. Com a pressão de performance, a gente fica com a impressão de que não estamos sendo suficientemente bons, ou nem bons, para parafrasear o Winnicott. Atualmente, eu tenho tentado colocar na minha cabeça o que eu considero que tem sido muito bom para as crianças. Entre elas, eu vou citar: ler história toda noite. Óbvio que cada pessoa vai encontrar o seu, mas para mim é muito interessante porque eu me considero um pouco storyteller, podcaster, comunicador. Esse é um recurso muito bom para as pessoas — saber mobilizar as pessoas através do storytelling, e também para a imaginação das crianças, aumentar o mecanismo de leitura, ler junto, ler os clássicos. Eu quero, inclusive, fazer um post sobre os principais livros infantis que eu leio com as minhas filhas, ou eu li, e que marcou muito a elas. Na verdade, que marcou muito a mim. O segundo é ter anotações, um mecanismo de diário que, na verdade, eu faço basicamente via um sisteminha de podcast. Eu tenho um gravadorzinho que, normalmente, quando eu as coloco para dormir, é quando eu uso, ou quando eu acompanho elas para a escola. Mas tem outras diversas situações — faço também com algumas pessoas da família — onde eu gravo um jantar, uma contação de história, o caminho até a escola. Às vezes as próprias meninas conversando, às vezes eu contando a história e elas colocando as perguntas. Eu acho bastante interessante, isso já tem quase três anos. É óbvio que agora, no mundo das LLMs, isso vai se tornar material minimamente curioso. Óbvio, sem contar toda a questão de privacidade. Além dos livros e além de tomar notas das frases curiosas que acabam fazendo a gente perceber o crescimento delas, outro
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Pensamento hologramático (Edgar Morin)

Eu lembro quando estudava Biologia e era criança, ficava fascinado que a gente tinha entendido como o corpo humano funciona: os pulmões, o rim, etc. Um monte de coisa com um nível de detalhes assombroso. E, de alguma forma, eu realmente não entendia que aquilo era o conhecimento que a gente tinha até então. E que, na verdade, muito daquele aprendizado estava simplesmente errado. Trinta anos depois, muita coisa mudou. Mesmo em assuntos básicos, a gente descobre que não era bem assim. Em especial, na ciência, a gente entende que o pequeno faz parte do todo. Tem muita coisa interconectada nesses sistemas que aquele filósofo francês chama de hologramático. O pequeno está dentro do todo e vice-versa. Ele dá o exemplo do DNA e das células: dentro de uma célula tem toda a informação de um corpo, e dentro do corpo tem todas as células. Assim como a sociedade e a pessoa. Nossa cultura, do nosso país, está dentro da gente e vice-versa. Não tem como mudar um sem mudar o outro. Está tudo interconectado. Essas descobertas me chamam a atenção na hora de ver o crescimento da criança e as perguntas que elas fazem. A Elisa, recentemente, com sete anos, me fez uma pergunta de difícil resposta: "Papai, que partes do corpo os cientistas ainda não descobriram?" Não consigo nem responder. É fascinante ver que ela já tem a ideia de que não temos essa completude do entendimento do funcionamento do corpo humano. E essa percepção dela eu não tinha. Talvez até porque o ensino naquela época era dado como "essa é a verdade", apesar de não dito explicitamente. Hoje a gente cria as pessoas num mecanismo novo de indagação, que é melhor para muitos aspectos. A gente esquece que não estamos lá, que há muito a ser conhecido, ser retrabalhado, ser refeito e repensado. Às vezes a gente dá o vasto conhecimento humano como já 99% da verdade, falta só 1%, sendo que nem dá para quantificar as coisas assim.
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Overthinking como Mentalidade de Programador

Overthinking é uma palavra cada vez mais comum e as pessoas usam isso como se tivessem nascido assim. Mas eu acredito fortemente que essa é uma prática que aparece muito em pessoas que desenvolvem software, que programam, cientistas de computação, porque a gente é treinado a pensar em if-else, em condições, em componentização, em especial pensar nos corner cases e no que vai vir a seguir. É muito comum a gente estar usando essa abordagem não só para programar o que vai vir a seguir, mas a autoprogramar.
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Memento como metáfora para agentes de IA

Eu continuo pensando muito em filmes quando eu programo com o Claude Code. Um é o Memento do Christopher Nolan, porque toda vez que o agente acorda, abre uma nova sessão, ele tá perdido, né? Parece uma pessoa que desenvolve software muito bem-intencionada, mais ou menos inteligente, muito rápida, e que desconhece tudo o que tá fazendo. Ela acorda, se olha no espelho e fala: caramba, onde que eu tô? Me colocaram aqui nesse trabalho. Então a primeira coisa que ela precisa fazer é se entender, se reconhecer, e lembrar do que foi feito ontem e nos outros dias. Só que o contexto é pequeno, né? No contexto cabe um milhão de palavrinhas, então você tatuou aquilo em algum lugar, e baseado naquilo, precisa tomar a conclusão do que fazer de próximo passo quando algo for pedido. E adivinha: não dá pra colocar sua vida inteira dentro de uma tatuagem de um milhão de palavras. Não é à toa que hoje a gente tá indo pra esse lado de knowledge base, pra que você anote meio que índices e saiba onde procurar, onde investigar. E até no filme do Christopher Nolan tem isso. Algumas tatuagens, alguns lembretes e cadernetas que ele usa, na verdade são pistas que indicam onde ele deve pesquisar algo, com quem deve conversar.
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Bom Ancestral

Pensando ainda no bom ancestral e no filósofo australiano do School of Life, às vezes me pego pensando o que as próximas gerações vão criticar na gente. Minhas filhas, netos... Tem alguns pontos que acho bastante óbvios. O primeiro: vai aparecer a frase "meus avós usavam redes sociais desde os 15 anos, sem tempo para descanso, a qualquer horário, em qualquer lugar", assim como aparece "fumava muito cigarro, inclusive quando jovem", ou bebida alcoólica e outras drogas, sem nenhum tipo de defesa ou proteção. Talvez algum desses usos de doomscroll e feeds de algoritmos sejam considerados nocivos em qualquer grau, assim como a nicotina é hoje. Outros pontos mais genéricos não relacionados à tecnologia: o lixo, sustentabilidade do lixo reciclável. De alguma forma vai se tornar tão comum todo mundo ser responsável pelo próprio lixo, que vai ser uma questão o que a gente faz hoje no tratamento, mesmo dos recicláveis. Outro ponto talvez seja o consumo de carne, especialmente carne vermelha, mas esse eu não tenho conhecimento, é mais pelo barulho que eu ouço. E por último, o mecanismo de herança, que já é questionado, tem toda essa questão de imposto. É óbvio que as soluções não são fáceis nem triviais, mas algo vai acabar mudando e a gente vai ser julgado da maneira que a gente faz hoje. São evoluções de ética e moral difíceis de prever e que acredito que na maioria absoluta dos casos a gente avança — se é que a gente pode usar esse termo, dado que uma direção nunca é tão clara. O avanço tecnológico, por exemplo, não quer dizer que a gente está melhorando como sociedade vive.
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IA como Interface Bidirecional

Sergio Lopes escreveu num grupo "Leitura vai ser com IA tbm. A gente ainda não internalizou isso bem. Usamos IA 90% das vezes pra gerar. Mas acho que vamos caminhar pra ser meio a meio. Ler com IA. IA é a interface bidirecional de relação com o mundo; gera o que eu preciso falar pros outros, e digere o que os outros me falam. Meio triste, meio matrix até. Todo mundo isolado falando e ouvindo da IA, não de humanos". Concordo, são os solarianos do Asimov. Meio que o PAI do Daniel.
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Intenção e Contexto Amplo ao Trabalhar com LLMs

Bem que o Fabrício disse que a entrevista com o Adrien tava sensacional (https://open.spotify.com/episode/7yjLyTi6aab2pmVzz980XD). Dois pontos me ressoam muito: a) intenção: deixar claro no que você está trabalhando e o que está querendo fazer. A LLM se ajusta bem se ela conseguir ter a visão ampla do que está sendo construído, em vez de receber apenas ordens categóricas como fazíamos num passado distante. b) Hyperstition|Hyperstition]]|Hyperstition]]|Hyperstition]]|Hyperstition]]|Hyperstition]]|Hyperstition]] como uma forma de encarar com otimismo o uso e condução da tecnologia. Sem contar que o episódio é riquíssimo, indo desde Turing e Church até essa parte de Deep Learning que eu desconheço os cientistas e movimentos.
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Confusão e Curiosidade: Sobrecarga de Informação

Esse monte de agentes, agindo o tempo todo e ingerindo dados de todo lugar, deixa nosso uso de AI confuso. É tanta informação que a gente acaba se esquecendo do que estava acontecendo. Isso me lembrou o filme do Kleber Mendonça, onde ficamos curiosos com tanta informação sem saber o que vai acontecer depois, mas estamos sempre confusos, sem tanta memória e contexto. Confuso e curioso. A Cecília, minha noiva, colocou bem esse termo depois de assistir o filme. Parece que há agentes secretos rodando na minha máquina :). Recentemente assisti um filme do Charlie Kaufman, aquele diretor do Being John Malkovich. Um filme que se chama I'm Thinking of Ending Things. Onde também fica essa questão de memória e identidade. O que é recente, o que é passado, o que é sonho, o que é desejo. E esse volume de informações que vão na nossa cabeça.
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Signal Ingestion Pipeline

O Pedro, da Brex|Brex]]|Brex]]|Brex]]|Brex]]|Brex]]|Brex]], contou que roda a empresa literalmente via OpenClaw (https://x.com/ashleevance/status/2039770854955880861). O sistema dele começa com um signal ingestion pipeline que filtra email, Slack, Google Docs, WhatsApp. Milhares de canais no Slack, centenas de emails por dia. O que importa? No que prestar atenção? Muito ruído. Ao mesmo tempo, acho esquisita essa tentativa do Jack Dorsey de deixar tudo flat e ter 6.000 pessoas "respondendo" para ele. Parece conto do Eu Robô, aqueles do fim do livro.
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Generalista vs Especialista em Storytelling

O storytelling é tão forte que tá muito relacionado à liderança. O Scott Galloway põe muito isso, mas são outros pensadores que também falam que a gente tem perdido essa nossa capacidade de contar e recontar histórias. Mesmo numa época que estamos de conteúdo abundante — seja nas séries, televisão, histórias curtas, até das novelas verticais — você poder engajar as pessoas e colocar na mesma direção acaba se tornando fundamental. Eu vejo que a minha necessidade de fazer os PowerPoints de uma forma mais fluida e que eu pudesse ter um foco na narrativa em vez de olhar as extrações de layout puro vem da mesma época que eu comecei a falar sobre o profissional em T, do momento que eu comecei a gravar podcasts e ouvir histórias. Não é à toa que os influencers e os creators que mais conseguiram não só construir seus espaços e sua comunidade mas até mesmo de monetizar e criar produtos com suas próprias propriedades intelectuais, por assim dizer, foram os que colocaram isso dentro de jogos, histórias, livros, RPGs — como o próprio exemplo do Jovem Nerd. O que me chamou a atenção ali no podcast é que eles colocavam a própria vida deles com os temas atuais e pop e do mundo nerd de uma forma que abraçava quem estava ouvindo. Aquele famoso "eu me senti amigo". Hoje a gente acha as pessoas não se sentem amigo assim do creator porque o papo é mais um broadcast em vez de uma mescla da história. Quando é um pouco, ou mesmo os mais modernos fazem isso de uma forma muito forçada ou caricata. Não sei dizer qual seria a fórmula porque, para ser sincero, essa é mais uma das minhas habilidades que eu não gastei o tempo que eu deveria suficiente para dominar. Eu acabo ficando um pouco no ponto de generalista de storytelling, apesar de que eu já tentei escrever alguns contos infantis — das preferências das minhas filhas pelas histórias que eu invento sobre o Pedro Malas Artes.
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Lição silenciosa dos pais no rolê

Aquele rolê dominical com os progenitores. Recebendo uma lição de como conversar e dar atenção aos garçons, cozinheiros, seguranças e outras pessoas. Mesmo sem meus pais perceberem que estão ensinando. Assim como fazemos com as crianças o tempo todo.
#pai #familia #transmissao-cultural
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Olivita: eu me vejo em você

Olivita, feliz aniversário. Obrigado por tudo que me dá. A gente tenta não ter os mesmos sentimentos que as outras pessoas, mas eles estão aí. Eu me vejo em você com frequência. Com orgulho. Com você querendo usar mais preto. Querendo a jaqueta de couro. Querendo fazer 35x5 decomposto. Querendo entender a origem do universo. Não querendo viajar em grupo grande, se sentir diferente por ser a mais nova. E tem o meu lado: eu querendo colocar meus gostos, objetivos e emoções em você. Espero que você continue resistindo bravamente :). Pois também vejo muita, muuuita coisa que é só sua. Que aventura!
#paternidade #identidade #transmissao-cultural
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Marcela, enfermeira: longe das filhas

Essa é uma reportagem sobre a Marcela e nossas filhas, e a separação que o virus tem causado. Dificil ficar longe dos meus irmãos, dos meus pais. Imaginem a mãe ficar longe das duas pequenas. Obrigado Marcela pelo seu empenho.
#paternidade #familia
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A dicção do Lego

Fui comprar um Lego para uma criança de 3 anos. Não queria comprar o Lego Duplo pois vem muita pouca peça. Cheguei ao vendedor e perguntei se o Lego normal, que era indicado para crianças para 4 anos, era difícil para uma de 3 anos. Ele prontamente me respondeu que uma criança de 3 anos já tem uma DICÇÃO muito melhor do que a gente imagina, que a DICÇÃO delas já as permitem utilizar o lego normal. Ele fez questão de repetir pela terceira vez "dicção", que eu fiquei muito próximo de falar que então ia ser complicado, que talvez o SOTAQUE do menino pudesse atrapalhar o uso do brinquedo.
#humor #cotidiano #trocadilho
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Felizardo: Le Clézio e meus pais

Sou um felizardo por ter meus pais sempre comigo. Tão perto, em todos os sentidos. Fico até com vontade de comemorar como a seleção feminina de voley (digo, dando cambalhotas). Fica aí a abertura do Africano, do Le Clézio: "Todo ser humano é um resultado de pai e mãe. Pode-se não reconhecê-los, não amá-los, pode-se duvidar deles. Mas eles aí estão: seu rosto, suas atitudes, suas maneiras e manias, suas ilusões e esperanças, a forma de suas mãos e de seus dedos do pé, a cor dos olhos e dos cabelos, seu modo de falar, suas idéias, provavelmente a idade de sua morte, tudo isso passou para nós." Vale a reflexão e o prêmio Nobel.
#pai #familia #citacao #heranca-intelectual
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Turing: gênio condenado pela orientação

Aniversário de 100 anos de Alan Turing. Todo mundo comemorando o computador né? Mas é dia de lembrar como um país de primeiro mundo tratava seus gênios, cientistas, inventores há pouco mais de meio século: com condenação penal e doses de hormônio feminino pelo crime (?!) de ter uma orientação sexual diferente. Na *mesma* década em que o *mesmo* país lutou contra um outro que condenava pela raça, cor e credo.
#historia #etica #liberdade