Até me vem na cabeça um dos primeiros contos considerados ficção científica, que é o Micrômegas, do Voltaire, onde essa questão das proporções já aparece.
Isso me lembra também uma passagem do Voltaire, da Princesa da Babilônia, onde ele também tenta dar um direcionamento para a personagem do que é importante na vida: "Ele …
Il l'employait (sa vie) à faire du bien, à cultiver les arts, à pénétrer les secrets de la nature, à perfectionner son être.
Ele empregava sua vida a fazer o bem, a cultivar as artes, a penetrar nos segredos da natureza e a melhorar o seu ser.
Eu respeito o poder eterno, não cabe a mim determinar seus limites, eu não afirmo nada, contento-me em crer que sejam possíveis mais coisas do que nós pensamos.
Zadig orientava-se pelas estrelas. A constelação de Órion e o brilhante astro de Sirius guiavam-no na direção do polo de Canope. Admirava estes vastos globos de luz que não parecem mais que débeis faíscas a nossos olhos, enquanto a terra, que não passa na verdade de um ponto imperceptível na natureza, parece à nossa cupidez algo de tão grande e nobre.