Os Irmãos Karamázov
obra · de Fiódor Dostoiévski · citado em 10 textos · Wikidata ↗
- Conselhos, Hobbies e Ravikant nota · 9 de out. de 2026
… mais angustiante do que encontrar a quem entregar depressa aquela dádiva da liberdade com que esse ser infeliz nasce", frase de Os Irmãos Karamazov que eu gosto de citar).
- Relações humanas: Bill Gates, Anthropic e o Papa post · 2 de set. de 2026
Vem à cabeça a frase do Karamázov que anotei há mais de 15 anos: "o homem não tem uma preocupação mais angustiante do que encontrar a quem entregar depressa …
- Gritos uníssonos e terceirização das decisões nota · 28 de ago. de 2026
Essa frase que anotei há mais de 15 anos vem à cabeça, do Karamázov: "o homem não tem uma preocupação mais angustiante do que encontrar a quem entregar depressa aquela dádiva da liberdade ...
- Parricídio Figurado na Literatura Clássica nota · 24 de ago. de 2026
… ao acaso que três das obras-primas da literatura de todos os tempos — o Édipo Rei de Sófocles, o Hamlet de Shakespeare e Os Irmãos Karamazov de Dostoiévski — devam tratar todas do mesmo assunto, o parricídio."
- Open Claw, Personal Knowledge e Second Brain post · 3 de mar. de 2026
- Morte de Deus, fim da moral e o super-homem: Nietzsche e Dostoiévski post · 9 de abr. de 2012
Na página 109 da tradução de Paulo Bezerra, é revelado o conteúdo do artigo de Ivan Karamazov em Os Irmãos Karamázov:
- A miséria humana: o mineiro só é solidário no câncer post · 10 de mai. de 2011
Mais especificamente o dilema “se Deus não existe, tudo é permitido“, conhecida paráfrase ao artigo de Ivan Karamazov.
- O problema do Bem post · 14 de dez. de 2010
Isso mesmo, em Irmãos Karamázov, de Dostoiévski:
- Se eu fechar os olhos agora post · 6 de dez. de 2010
Parecido com Kolia e seus amigos em Irmãos Karamazov.
- A produção teatral de Dostoiévski post · 29 de nov. de 2010
Extraiu o texto mais extraído de Dostoiévski: o Grande Inquisidor, de dentro de Irmãos Karamázov.
No acervo de citações
Na maioria dos casos, as pessoas, inclusive os fascínoras, são muito mais ingênuas e simples do que costumamos achar. Aliás, nós também.
Não são os milagres que inclinam o realista para a fé. O verdadeiro realista, caso não creia, sempre encontrará em si força e capacidade para não acreditar no milagre, e se o milagre se apresenta diante dele como fato irrefutável, é mais fácil ele descrer de seus sentidos que admitir o fato
Eis a questão fundamental! É a minha questão mais torturante entre as demais. Abro os olhos e pergunto a mim mesma: aguentarias muito tempo esse caminho? E se um doente, cuja chagas lavasses, não te retribuísse imediatamente com a gratidão, mas, ao contrário, começasse a te torturar com caprichos, sem apreciar nem ligar para teu esforço humanitário, passasse a gritar contigo, a fazer exigências grosseiras, até a queixar-se com algum superior..., o que farias? Teu amor continuaria ou não? Pois veja — eu mesma já conclui estremecida: se existe algo capaz de esfriar imediatamente o meu amor 'ativo' pela humanidade, esse algo é unicamente a ingratidão. Numa palavra, trabalho por dinheiro, exijo pagamento imediato, ou seja, que me elogiem e que amor com amor se pague. De outro modo não sou capaz de amar ninguém!
Ele (Ivan Karamazov) declarou em tom solene que em toda a face da terra não existe absolutamente nada que obrigue os homens a amarem seus semelhantes, que essa lei da natureza, que reza que o homem ame a humanidade, não existe em absoluto e que, se até hoje existiu o amor na Terra, este não se deveu a lei natural mas tão-só ao fato de que os homens acreditavam na própria imortalidade. Ivan Fiodorovitch acrescentou, entre parênteses, que é nisso que consiste toda a lei natural, de sorte que, destruindo-se nos homens a fé em sua imortalidade, neles se exaure de imediato não só o amor como também toda e qualquer força para que continue a vida no mundo. E mais: então não haverá mais nada amoral, tudo será permitido, até a antropofagia.
Nunca consegui entender como se pode amar o próximo. Ao meu ver, é justamente o próximo que não se pode amar, só os distantes é possível amar... Para amar uma pessoa é preciso que esta esteja escondida, porque mal ela mostra o rosto o amor acaba.
Acho que se o diabo não existe e, portanto, o homem o criou, então o criou a sua imagem e semelhança.
Eu te digo que o homem não tem uma preocupação mais angustiante do que encontrar a quem entregar depressa aquela dádiva da liberdade com que esse ser infeliz nasce. Mas só domina a liberdade dos homens aquele que tranquiliza a sua consciência.
Quando a humanidade, sem exceção, tiver renegado Deus (e creio que essa era... virá), então cairá por si só, sem antropofagia, toda a velha concepção de mundo e, principalmente, toda a velha moral, e começará o inteiramente novo. Os homens se juntarão para tomar da vida tudo o que ela pode dar, mas visando unicamente à felicidade e à alegria neste mundo. O homem alcançará sua grandeza imbuindo-se do espírito de uma divina e titânica altivez, e surgirá o homem-deus. Vencendo, a cada hora, com sua vontade e ciência, uma natureza já sem limites, o homem sentirá assim e a cada hora um gozo tão elevado que este lhe substituirá todas as antigas esperanças no gozo celestial. Cada um saberá que é plenamente mortal, não tem ressurreição, e aceitará a morte com altivez e tranquilidade, como um deus. Por altivez compreenderá que não há razão para reclamar de que a vida é um instante, e amará seu irmão já sem esperar qualquer recompensa. O amor satisfará apenas um instante da vida, mas a simples consciência de sua fugacidade reforçará a chama desse amor tanto quanto ela antes se dissipava na esperança de um amor além-túmulo e infinito.
Aparece junto com: Anthropic · Claude · Crime e Castigo · Hermann Hesse · Mark Zuckerberg · Paulo Bezerra · Ted Chiang