Achei que tivesse lido na época de colégio, mas nenhuma lembrança apareceu nessa teórica releitura de Menino de Engenho, de José Lins do Rego.
No acervo de citações
O costume de ver todo dia essa gente na sua degradação me habituava com sua desgraça. Nunca, menino, tive pena deles. Achava muito natural que vivessem dormindo em chiqueiros, comendo um nada, trabalhando como burros de carga. A minha compreensão da vida fazia-me ver nisto uma obra de Deus. Eles nasceram assim porque Deus quisera, e porque Deus quisera nós éramos brancos e mandávamos neles. Mandávamos também nos bois, nos burros, no mato.