— É ambiciosa — notei eu — não quer viver em vão, quer deixar rastro. — E será que isso é impossível? 'Impossível', estive a ponto de repetir... Mas ao ver seus olhos luminosos, limitei-me a dizer: — Tente.
O lugar insignificante que ocupo é tão minúsculo em comparação com o resto do espaço em que não estou e onde não se importam comigo. A parcela de tempo que hei de viver é tão ridícula em face da eternidade, onde nunca estive e nunca estarei... Neste átomo, neste ponto matemático, o sangue circula, o cérebro trabalha e quer alguma coisa... Que estupidez! Que inutilidade!