Markdown, abstrações e o futuro do UX
Sinais brutos que foram usados neste post: áudios, textos e prompts capturados antes da escrita. Aqui tem todos os signals do paulo.com.br.
Markdown, protocolos e o futuro do UX. Quando o Aaron Swartz e o Gruber criaram o RSS e o Markdown, era uma época bastante interessante. A internet ainda descentralizada, precisava encontrar um mecani...
Markdown, protocolos e o futuro do UX. Quando o Aaron Swartz e o Gruber criaram o RSS e o Markdown, era uma época bastante interessante. A internet ainda descentralizada, precisava encontrar um mecanismo para que as pessoas se encontrassem e pudessem consumir o conteúdo uma das outras. Foi a época dos RSS readers, que tiveram muita história, que muitas pessoas sentem falta. É a mesma época dos gerenciadores de conteúdo e de bookmarks, como o Delicious. E o Markdown vem também num momento em que o HTML e o tal do HTML5, o XHTML, eram muito conversados. Eu acho incrível a gente poder ver que as tentativas para o lado de uma formatação rigorosa, protocolos super complexos e detalhados, falharam miseravelmente quando eles estavam mais próximos dos humanos. O XHTML é um grande exemplo. Quando tentaram realmente colocar essa necessidade de que o navegador só iria renderizar aquele XHTML se ele estivesse de acordo com inúmeras especificações e rigores científicos, o abandono e o fracasso foram quase que imediatos. Rapidamente adotou-se uma postura dinâmica para construir um novo padrão de HTML e utilizando aquela forma mágica da web. Ah, escreve aí um HTML, se tiver escrito um pouco errado, o navegador dá um jeito. Então se você já tentou... Não, não. Eu fiquei interessado por essas linguagens de markup desde o óbvio HTML e até mesmo quando eu tive que escrever minha dissertação de mestrado no Latex. Óbvio que, assim como muita gente que não tem tanto background científico, eu fiquei extremamente assustado com a complexidade do Latex, mas também impressionado com a capacidade dele poder girar desde PDFs científicos até uma apresentação de slide. Os mecanismos de templates e tudo que tinha por trás do Latex, desde as invenções do Donald Knuth, eram simplesmente impressionantes. Lembro também que desde os tempos da Caelum, e isso propagou para a Alura, a gente rapidamente migrou dos ponto docs do OpenOffice, onde a gente escrevia as apostilas, para um mecanismo de formatação simples, que a gente deu o nome até de Tubaína. E eu tenho boas memórias desse projeto, que obviamente foi engolido pelo Markdown. Eu ouvi uma frase que achei muito interessante, que se você tem um protocolo, um formato para adotar hoje, você tem que pensar que ele tem que ser bom para a adoção no futuro e também no passado. Será que uma máquina de 1970 iria interpretar, executar, renderizar, seja lá o que for, esse formato com a facilidade necessária? E o Markdown, assim como o próprio RSCS, apesar do XML ele é bastante enxuto, são grandes exemplos que a gente pode usar para ver que essa frase tem bastante sentido. Então eu usei Markdown desde os primórdios, quando eu programava... Eu usei linguagem de markup desde o comecinho, quando eu comecei a brincar com HTML, quando eu era garoto, para depois o Latex, e agora eu estou usando o Markdown. Eu usei linguagem de markup desde o comecinho, quando eu comecei a brincar com HTML, quando eu era garoto, para depois o Latex e o formato do Tubaína e o Markdown.
E nesse blog que eu vou, do Markdown e protocolos, quero continuar. E hoje isso vai além, os formatos simples, interpretados de forma fácil tanto pelos humanos quanto pelo computador, tem ganhando cad...
E nesse blog que eu vou, do Markdown e protocolos, quero continuar. E hoje isso vai além, os formatos simples, interpretados de forma fácil tanto pelos humanos quanto pelo computador, tem ganhando cada vez mais espaço e certamente é notório que os MCPs criados pela própria Antropic estão sendo substituídos pelos Skills, também sugeridos pela Antropic, no sentido de que o Markdown e a própria capacidade dos agentes tomarem decisões baseado em simples instruções e exemplos, é mais fácil do que as pessoas ficarem implementando seus MCP Servers e afins. Eu acho mais curioso ainda, para quem gosta de Markdown e do YAML, que acabaram sendo essas extensões que apareceram para você ter metadados em cima do Markdown, muitas vezes quando você trabalha com os agentes e eles estão consumindo e gerando esses arquivos, a partir do momento que você passa para um software, um código, consumir as informações desse Markdown com YAML, muitas vezes dá um erro, dá um pau e se você observar e acompanhar o que o agente está fazendo, ele fala, poxa, eu tinha formatado errado os tabs ou o espaçamento, que é um caso clássico de probleminha com o YAML, então olha que interessante, a LLM está lendo aquele arquivo formatado para máquinas sem o rigor que uma máquina programada tem e ela mesma cai nessa armadilha. Pensando um pouco também a forma de que todo mundo coloca sobre o futuro do UX, da computação não servir a telas, tem muitas provocações óbvias que aparecem, uma delas é que seria por áudio, outras também que seria pelos óculos, eu tenho uma sensação de que o ponto central de tudo isso é o texto e que o bom e velho TXT, seja ele em Markdown, YAML ou RSS, tem uma capacidade enorme de input e de output, para que a gente possa escrever e que também o ser humano pode ler e bater o olho rapidamente e tirar sua própria conclusão em vez do que ter que ouvir um áudio inteiro em 2x, em vez do que ter que ficar navegando numa UX complicada de um óculos meio trambolho, entendo tudo isso como uma grande revolução, além da provocação de que hoje texto é código, que faz a gente cair nessa metasituação de que o código que os agentes estão lendo podem ser executados, ingeridos e injetados.
aqui eu tenho um novo post que se chama você precisa aprender markdown esse título pode parecer engraçado mas quem nunca programou você pode acreditar tem medo do markdown assim como todo mundo teve m...
aqui eu tenho um novo post que se chama você precisa aprender markdown esse título pode parecer engraçado mas quem nunca programou você pode acreditar tem medo do markdown assim como todo mundo teve medo de programar uma primeira vez ou mesmo de encarar html se você está aqui e alguém te recomendou a minha provocação é simples pro mundo atual seja pra você escrever um post de blog ou uma mensagem mais interessante em alguma rede social ou algo que possa vir a ser interpretado pela inteligência artificial, o markdown é um caminho interessante, simplíssimo e que você vai conseguir fazer isso agora mesmo então aqui eu vou te dar um editor e eu quero que você siga as instruções abaixo poder fazer o seu primeiro arquivo markdown entender o que é uma simples linguagem de marcação e porque ela facilita que nós humanos possamos ler o conteúdo de uma forma mais organizada e como que o robô também pode vir a entender tudo isso
E o Markdown, pra mim, é um grande exemplo de mais um nível de abstração que ocorre em tecnologia. Dez anos atrás, ou talvez um pouco mais, a gente precisava entender o básico de TCP e IP, de UDP e at...
E o Markdown, pra mim, é um grande exemplo de mais um nível de abstração que ocorre em tecnologia. Dez anos atrás, ou talvez um pouco mais, a gente precisava entender o básico de TCP e IP, de UDP e até da camada OSI. Mesmo que você não fosse usar no dia-a-dia como profissional de tecnologia ou programador. Com o passar do tempo, o que foi sendo necessário era conhecer o quê? O HTTP e os protocolos que estavam próximos a isso. E a comunicação que havia entre os computadores e os cookies e os tokens e as sessions. Passado um tempo, a gente começa a ter que dominar abstrações que estão em níveis mais altos. Assim como hoje em dia é raro um profissional ter que precisar conhecer uma árvore B pra entender de performance e de índice, a gente não precisa mais conhecer alguns formatos e padrões de texto e de código e de dados.
Então, eu não considero que seja a popularização do Markdown, porque você vai programar nisso, mas é algo próximo do que acontece também com os arquivos separados por vírgula do CSV, ou um simples TXT...
Então, eu não considero que seja a popularização do Markdown, porque você vai programar nisso, mas é algo próximo do que acontece também com os arquivos separados por vírgula do CSV, ou um simples TXT, ou mesmo os outros mecanismos de markup, como o YAML, ou um ponto properts antigo, que mesmo para quem não sabe programar ou nunca trabalhou com código, tem uma certa facilidade de bater o olho e entender um pouquinho daquilo. É óbvio, às vezes assusta, mas se você não conhece nada disso que eu estou falando, é a sua oportunidade de ver que a tecnologia está sendo de alguma forma facilitada, porque com o crescimento da IA e dos LLMs, o que o ser humano consegue entender, a máquina também de alguma forma consegue absorver. E vale aquele ditado que uma boa tecnologia e um bom protocolo, bom formato de texto é aquele que você não só vai entender no futuro, como no passado seria muito fácil de interpretar, e esses formatos que eu citei aqui são triviais mesmo para uma máquina de 40 anos de idade, ou mais.
melhorei o post de markdown, pode colocar como draft com data de hoje la no ~/paulo.com.br e abrir editor pra mim? nome tambem será "Abstrações na programação, Markdown e futuro do UX". e pode adicioa...
melhorei o post de markdown, pode colocar como draft com data de hoje la no ~/paulo.com.br e abrir editor pra mim? nome tambem será "Abstrações na programação, Markdown e futuro do UX". e pode adicioanr todos e sugestoes ali de forma comentada pra eu repstar atencao? talvez esteja faltando intro, fim ou conexoes. e pode ajustar links se necessarios